‘Infelizmente não danificou como queria’, diz homem que chutou viatura da Transalvador

    Em entrevista ao bahia.ba, comerciante disse ainda que "não se arrependeu de nada" e acusou os agentes de terem provocado

    Foto: reprodução redes sociais

    O homem que chutou a viatura da Transalvador nesta semana, Paullo Loster, conversou com o bahia.ba para dar sua versão sobre o que teria motivado a ação, que foi registrada e compartilhada nas redes sociais. A reportagem, Loster argumentou que a atitude “foi uma reação provocada pelos agentes” e que, segundo ele, “o chute dado deveria te amassado o carro”.

    O comerciante argumentou ainda que a situação foi motivada porque as obras para a implantação do Trecho 2 do BRT de Salvador, no cruzamento da Rua Lucaia com a Avenida Garibaldi, têm causado diversos transtornos no trânsito, principalmente para os pedestres. De acordo com ele, ao tentar atravessar a pista, a rede de isolamento teria atrapalhado sua passagem e, após ultrapassa-la, foi abordado pelos agentes.

    “Retornando para casa, encontrei uma barreira no meio e uma faixa de pedestre. Primeiro que aquela faixa não deveria estar ali. Por que faixa de pedestre numa encruzilhada? Estava voltando de mais um dia de trabalho, cansado, e não achei justo ter que dar meia volta para passar por outro local”. Nesse momento, segundo ele,  após passar pelo local que estaria proibido, o comerciante diz que foi abordado pelos agentes em tom ameaçador.

    “Eles ficaram gesticulando, eu voltei e perguntei: você não viu isso aqui? você não tá vendo isso? você só serve para multar? Ele empurrou a porta em mim. A primeira atitude violenta foi a dele. Depois entrou no carro para pegar um objeto que eu pensei até que fosse uma arma de fogo [bastão]. Ainda perguntei: você vai me matar? Depois, no segundo ato violento, ele pegou um retrátil. Observe se eu encosto nele? Eu chutei o carro para justamente evitar encostar nele. Eu não me arrependo de nada, inclusive, fiquei até chateado porque não amassou. Deveria ter danificado”, argumentou.

    Pedido de desculpas

    Apesar de dizer que “não há arrependimentos”, Paulo Loster mostrou interesse em encontrar com os agentes e se desculpar, pois, segundo ele, “a raiz do problema não são os agentes, mas sim o Estado”.

    “[…] Passar ali numa encruzilhada que, as pessoas que tomam a decisão pela cidade, nunca nem pisaram no asfalto. É um absurdo ter uma barreira numa faixa. Porque que não faz uma passarela? Eu não tenho nenhum problema com a pessoa, não sei quem é, não posso ser inimigo dele e não tenho motivo para isso. Eu não posso nem xingar a mãe desse rapaz, deve ser uma mãe parecida com a minha. Me perdoe irmão, você não é o problema, nem eu sou problema não, nós dois somos vítimas, nós dois fomos colocados nessa encruzilhada. Nos dividem para conquistar. Se puder encontrar vocês encontrarei, desde que vocês tenham o mesmo pensamento que o meu. Porque não houve erro de minha parte, estou pedindo desculpa porque acho que somos vítimas”, finalizou.

    Em um um novo posicionamento enviado ao bahia.ba, a Transalvador disse que a assessoria jurídica da autarquia foi acionada e vai fazer um registro na delegacia da área, além de tomar as demais providências jurídicas.

    “A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) informa que já dispõe dos dados do homem que aparece na imagem agredindo os agentes de trânsito e danificando a viatura. A Assessoria Jurídica da autarquia foi acionada e vai fazer um registro na delegacia da área, além de tomar as demais providências jurídicas. Como é visível nas imagens, o cidadão demonstrou violência contra os agentes, além de depredar o patrimônio público”.

    A Transalvador disse ainda que repudia demonstrações agressivas como esta e preza pelo respeito aos seus agentes de trânsito e demais servidores que estejam no exercício de suas funções, “seja auxiliando o cidadão e ou contribuindo para a preservação e vidas”.