Isaac Edington fala sobre importância da ExpoCarnaval e critica falta de incentivo do governo

    "A gente acha que os governos centrais, em sua maioria, ainda não deram a atenção, apesar de saber da importância", disse ao bahia.ba

    Foto: Jamile Amine/bahia.ba

    Salvador inicia nesta sexta-feira (24) a ExpoCarnaval, evento que reúne integrantes da cultura com vistas para atração turística para as cidades que realizam o carnaval e discute oportunidades de negócios para empreendedores locais e internacionais. O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, explicou nesta sexta-feira (24) sobre a importância da feira para a capital baiana. 

    “A coisa muito importante desta feira é que está sendo realizada pela segunda vez em Salvador, porque essa é uma iniciativa que reúne todos os carnavais do Brasil. Existe todo o trabalho em torno disso para que a junção destes carnavais, faz com que a gente fortaleça os carnavais”, inicou Edington, durante conversa com o bahia.ba.  

    Na capital baiana, a festa é considerada a maior do mundo e reúne milhares de pessoas nos três circuitos de festa: Osmar (Campo Grande); Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (Pelourinho). Conforme Edington, a folia momesca “movimenta mais de 45 milhões de pessoas (…). O carnaval é a nossa maior vitrine de exposição do Brasil e fora do Brasil, nenhuma outra atividade econômica se compara ao carnaval”, enfatizou. 

    O ExpoCarnaval está sendo realizado no Centro de Convenções da capital baiana, localizado no bairro da Boca do Rio, e conta com stands de negociação e exposição da festa nas grandes cidades do país. O evento ainda conta com a presença o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

    Durante o bate-papo, Edington ainda criticou a falta de investimento dos governos para a execução da festa, que é uma das principais potências econômicas de diversos estados. 

    “A ideia é que essa feira venha ajudar a gente a buscar esse fortalecimento do Carnaval. A gente ainda, por exemplo, um volume de investimentos da iniciativa privada para o Carnaval muito aquém desse potencial econômico que é o carnaval. Então, a gente faz todo esse trabalho de articulação para que as empresas invistam mais no carnaval. A gente acha que os governos centrais, em sua maioria, ainda não deram a atenção, apesar de saberem da importância, ainda não há uma estratégia [para executar a folia momesca]. […]”, afirmou.