Lancha Cavalo Marinho I não cumpria exigências de edital, diz jornal

    Acordo firmado entre a Agerba e a CL Transportes Marítimos, proprietária da embarcação, determinava a existência de cabine de proteção e sistema de alarme

    Foto: Alexandre Galvão/ bahia.ba

    A lancha Cavalo Marinho 1, envolvida em acidente no último dia 24 de agosto quando realizava a travessia Salvador-Mar Grande, não possuía cabine de proteção contra a água, em descumprimento ao edital que licitou a operação do serviço, em 2012, de acordo com o Estadão.

    O acordo entre a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e a CL Trasportes Marítimos, proprietária da Cavalo Marinho I, prevê ainda que um sistema de alarme fosse instalado para agilizar o processo de salvamento em caso de acidentes.

    O edital também estabelecia a aquisição de embarcações mais modernas, como quatro catamarãs com capacidade para 200 pessoas e casco confeccionado em fibra de vidro, de acordo com a publicação.

    A Agerba afirmou à reportagem que “lonas plásticas são usadas para proteger os passageiros” e alega que o alarme foi disparado no dia do acidente, que deixou pelo menos 19 pessoas mortas.