Macacos do Zoológico não oferecem risco relacionado à febre amarela

    Cerca de 200 primatas, de diferentes espécies, vivem no Parque Zoobotânico de Salvador, no bairro de Ondina

    Foto: Pedro Moraes/GOVBA

    Por causa da apreensão de baianos e turistas, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) informou, neste sábado (1º), que os macacos do Parque Zoobotânico de Salvador não oferecem risco à população de infecção por febre amarela.

    Segundo o coordenador e médico veterinário do Zoo de Salvador, Vinícius Dantas, nenhum caso do tipo foi registrado entre os animais que vivem no local e algumas medidas de prevenção já foram tomadas pela equipe. Ele fez questão de ressaltar que os primatas são hospedeiros assim como os humanos, mas não transmitem diretamente ao homem.

    “Na verdade, a morte deles [primatas] serve como um alerta para a vigilância sanitária saber da presença do vírus e do risco da doença chegar aos humanos, mas não através do macaco. Temos que tratar esses animais como parceiros e não como vilões”, acrescentou.

    De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), fragmentos do vírus da febre amarela foram encontrados em quatro macacos mortos na capital baiana, nos bairros de Vila Laura, Paripe e Itaigara. Em todo o estado, até o momento, 23 casos foram positivos para a presença do vírus em primatas.

    Cerca de 200 primatas, de diferentes espécies, vivem no Parque Zoobotânico de Salvador, localizado no bairro de Ondina.