Mais de 700 pessoas participam da Corrida do Laço Branco em Salvador
Iniciativa integra ações do Estado pelo fim da violência de gênero

A Orla de Piatã ficou movimentada na manhã deste domingo (7), quando mais de 700 pessoas participaram da Corrida do Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência de Gênero, promovida pela Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) e pela Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb/Setre).
O evento integrou as ações dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, mobilização internacional que chama atenção para a urgência do enfrentamento ao feminicídio e às diversas formas de violência de gênero.
A iniciativa contou também com o apoio da OAB Bahia, Cojuve, bloco As Muquiranas, Batalhão de Proteção às Mulheres da PMBA, Departamento de Proteção às Mulheres da Polícia Civil, além de atletas e grupos esportivos. A realização ficou por conta da Federação Baiana de Triathlon (FEBATri) e da ComVida Corrida.
A secretária das Mulheres do Estado, Neusa Cadore, abriu a programação destacando o papel dos homens no processo de mudança social.
“A violência contra as mulheres não será superada sem a participação ativa dos homens. Essa é uma agenda muito importante, a campanha dos homens pelo fim da violência contra as mulheres. Cada passo, cada gesto é importante para que a gente leve para todos os lugares esse debate que desnaturaliza a violência. Essa violência acontece todo dia, seja no ônibus, dentro de casa, na rua. Então, a gente conta com os homens nessa luta. Queremos as mulheres vivas!”.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos, também fez um forte apelo pela mudança de comportamento e pelo compromisso dos homens no combate ao feminicídio.
“Nós, homens, temos responsabilidade com essa causa. Temos que lutar para conscientizar e punir quem eventualmente atente contra a vida, a integridade física e mental das mulheres. O Brasil, lamentavelmente, tem batido recorde nos últimos anos de feminicídio, e nós não podemos tolerar isso. Precisamos conversar com nossas famílias, com nossos filhos, educar, enfrentando a masculinidade tóxica”, reforçou.
A corrida reuniu mulheres, homens, famílias, profissionais de segurança, estudantes e trabalhadores de diversas áreas, unidos pela causa. A estudante de medicina Thaís Cordeiro, 30 anos, participou ao lado do parceiro, Rafael Martins, estudante de psicologia. Para ela, o evento simboliza mudança de postura. “Essa corrida é fundamental para incentivar novos comportamentos entre os homens. É um apoio concreto no enfrentamento à violência contra as mulheres”.
Rafael reforça que a luta não é exclusiva das mulheres. “O combate ao feminicídio precisa da participação dos homens. Temos que assumir essa responsabilidade”.
A policial civil Laís Correia, 29 anos, que atua diretamente com casos de violência doméstica, fez um alerta. “Nossa maior dificuldade é ver a adesão dos homens nessa luta. Se conseguirmos transformar o machismo dessa sociedade patriarcal, para que eles lutem pela causa e conscientizando outros homens, teremos mudanças reais”.
Já Ramon Bahia, 30 anos, também policial civil, enfatizou a responsabilidade masculina. “Os homens ainda são os principais vetores da violência doméstica. É essencial que eles atuem como ponte para propagar o combate à violência. A representatividade masculina nessa luta faz diferença para o presente e para o futuro do país”.
Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
A Campanha do Laço Branco remete a um evento mundial cuja origem se deu em 1989, quando um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) assassinou 14 mulheres na Escola Politécnica, em Montreal, no Canadá porque elas estudavam engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino. A Campanha do Laço Branco se espalhou por diversos países.
No Brasil, a Lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007 institui o dia 6 de dezembro, como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O dia 25 de novembro foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher. As datas integram o calendário dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as mulheres.
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