Mais da metade da população de Salvador está acima do peso

    Obesidade atinge 20% dos moradores da capital baiana, segundo pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel)

    Foto: Pixarbay

    O excesso de peso cresceu 26,3% nos últimos dez anos no Brasil, e passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Com toda a variedade de quitutes e guloseimas disponíveis, a capital baiana não ficou de fora e tem a mesma média de sobrepeso nacional, 53,8%. O índice de pessoas com obesidade de 19,9%, por aqui, no entanto, é maior do que a média brasileira, onde o problema atinge 18,9% da população.

    Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (17). Ainda de acordo com o estudo, a dificuldade em manter o peso ideal é mais comum entre os homens: passou de 47,5% para 57,7% no período. Já entre as mulheres, o índice variou de 38,5% para 50,5%.

    Mas, apesar de ter um número alto de pessoas com peso acima do ideal, Salvador ficou atrás de outras grandes cidades brasileiras. Segundo o estudo, Rio Branco é a capital brasileira com maior prevalência de excesso de peso: 60,6 casos para cada 100 mil habitantes. Em seguida estão Campo Grande (58/100 mil habitantes), Recife, João Pessoa e Natal (56,6/100 mil habitantes) e Fortaleza (56,5/100 mil habitantes). Já Palmas possui a menor prevalência de excesso de peso (47,7/100 mil habitantes).

    O levantamento revela que, no Brasil, o indicador de sobrepeso aumenta com a idade e é maior entre os que têm menor grau de escolaridade. Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 30,3%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos atinge 61,1% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 62,4%. Já na população com 65 anos ou mais, o índice é de 57,7%.

    Com informações da Agência Brasil.