Mais um casarão cai no Comércio; Codesal rechaça críticas ao Revitalizar

    "Tudo que é feito no sentido de minimizar esse quadro é envolvido por um debate ideológico", disse o diretor da Codesal, ao comentar a queda da edificação

    Foto: Leitor/ bahia.ba/ WhatsApp

    Outro desabamento em um casarão de Salvador voltou a assustar, nesta terça-feira (23), quem passava pela região do Comércio, ao lado do Mercado Modelo. O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, afirmou, em entrevista ao bahia.ba, que a parede de um sobrado não habitado caiu, mas sem atingir pedestres que circulavam nas imediações.

    “Desabou somente uma parede interna. O Corpo de Bombeiros está entrando no local para ver se tem algum ferido mas, ao que parece, nada grave foi registrado”, declarou Ferraz à reportagem.

    Ainda segundo Ferraz, os imóveis abandonados “geralmente são utilizados por usuários de drogas para vender as substâncias ilegais” e, nem sempre, o poder público tem autonomia para entrar nos prédios “que, em teoria, têm proprietário”.

    Revitalizar – O gestor ainda rechaçou as críticas ao projeto Revitalizar, que prevê, entre outros tópicos, incentivos fiscais a donos de imóveis restaurados e mantidos em bom estado de conservação e medidas como intervenção ou utilização compulsória em edificações abandonadas.

    A desembargadora Regina Helena Ramos Reis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou que o projeto do Executivo voltasse ao Legislativo soteropolitano, após acatar um mandado de segurança requerido pela oposição – que, conforme Ferraz, “não se pauta em um discurso objetivo”.

    “Tudo o que é feito no sentido de minimizar esse quadro [de acidentes em casarões] é envolvido por um debate ideológico. Nunca é um discurso de fato pragmático. Vamos ter que fazer um grande debate e enfrentar”, defendeu Ferraz, ao ser indagado sobre outros casos de desabamentos de prédios antigos na capital, como os que ocorreram na Soledade e no Santo Antônio Além do Carmo.

    O líder da ala da minoria na Casa, José Trindade (PSL), falou ao portal que a proposta visa “beneficiar” apenas um empresário, cujo nome não foi citado.