‘Mantivemos os postos de trabalho’, diz presidente do Sindicato dos Rodoviários 

    Hélio Ferreira afirmou ao bahia.ba que crise do setor não atingiu em cheio, ainda, a capital baiana, mas cobra soluções do Congresso e governo federal

    Foto: James Martins/ bahia.ba

    O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, vereador Hélio Ferreira (PCdoB), disse que na capital baiana não houve demissões em massa no setor de transporte público, apesar da crise que a categoria enfrenta atrelada à pandemia da Covid-19 e cobra soluções por parte do governo federal e do Congresso Nacional.

    Na terça-feira (9), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT) denunciou ao Planalto, Câmara e Senado Federal a crise do setor, alegando que a categoria já perdeu cerca de 70 mil postos de trabalho no país. Em documento enviado aos presidentes dos poderes Executivo e Legislativos, o órgão pediu apoio e ações imediatas para recuperar o segmento e salvar empregos para evitar uma greve geral.

    Ao bahia.ba, Hélio disse que a situação, no entanto, não chegou, ainda, a atingir Salvador completamente, pois, segundo ele, a capital baiana é uma das únicas a conseguir manter os postos de trabalho durante a pandemia, evitando as demissões em massa da categoria.

    “Em Salvador, graças a Deus e a atuação do sindicato, ainda não houve demissão em massa. Nós conseguimos manter os postos de trabalho, mesmo na pandemia. Aproveitamos os auxílios do governo federal, junto com as empresas, que conseguiram manter não só os postos de trabalho, mas os tickets alimentação e outros benefícios…mas temos conseguido nos manter aqui, diferentemente de outros lugares, que sabemos que a situação está bem pior. Salvador, talvez, tenha sido uma das únicas capitais a conseguir manter os pososts de trabalho”, disse.

    Para aumentar a rotatividade de passageiros nos transportes, Hélio defende que seja criada uma “tarifa social” para as pessoas que não têm acesso ao transporte público. No entanto, ele reconehceu que a crise do setor carece de um olhar do Congresso Nacional e do governo federal.

    “O que eu defendo hoje é que se crie a tarifa social para dar acesso às pessoas que não têm acesso ao transporte público. E aí só assim atingirá o equilíbrio e não afetaria a categoria. Esse é um problema nacional e é necessário ter um olhar do Congresso Nacional e do governo federal para viabilizar um subsídio para que os transportes públicos do Brasil e das grandes capitais não entrem em colapso. Estava para vir esses R$ 2 bilhões, mas foi vetado pelo governo. É mais do que urgente um auxílio para dar sobrevivência ao transporte público para manter os postos de trablaho e oferecer o melhor serviço para a população. O nosso objetivo é e sempre será em defesa dos postos de trabalho”, completou o presidente da categoria.