Mulher que incendiou casa alega que não sabia que bebê estava no imóvel

    Ana Cristina Menezes Lima, de 48 anos, é suspeita de atear fogo na residência e matar o filho da namorada, um recém-nascido de um ano e sete meses

    Foto: Divulgação/ SSP

    Ana Cristina Menezes Lima, de 48 anos, suspeita de atear fogo em uma casa e matar o filho da namorada, um bebê de um ano e sete meses, foi apresentada pela Polícia Civil à imprensa nesta sexta-feira (28). Na ocasião, a mulher defendeu que não sabia que a criança estava em casa quando incendiou a residência, localizada no bairro de Periperi, subúrbio de Salvador.

    A delegada que investiga o caso, Pilly Dantas, que é titular da 3ª Delegacia de Homicídios, refuta o alegado pela suspeita e afirma que não há dúvidas de que o crime foi intencional. “Todas as testemunhas dizem que ela sabia [que a criança estava dentro do imóvel] e trancou a casa com dois cadeados”, afirmou.

    À polícia, a mãe do bebê, Maraísa dos Santos Rosário, de 31, relatou que o crime foi motivado por uma briga entre o casal, que ocorreu também na quinta-feira. “Ela alega ciúmes. Maraísa alega que sempre foi muito agredida por Ana Cristina. Ela teria registrado queixa na Deam [Delegacia Especilaizada no Atendimento à Mulher], que precisamos confirmar. Ana Cristina teria ficado enfurecida [ao saber] e gerado a briga”, contou delegada.

    Ainda segundo Pilly Dantas, testemunhas disseram que Maraísa estava na casa do pai com o filho no colo, quando Ana Cristina chegou ao local e arrancou a criança da companheira. Depois, trancou-se na casa, que é próxima ao imóvel do sogro, e cometeu o crime.

    Em entrevista coletiva, Ana Cristina negou a versão apresentada por testemunhas e disse que pôs fogo na casa por sempre ser ameaçada de ser colocada para fora. Ela reafirmou que não sabia que o filho da companheira estava no imóvel e disse que ateou fogo na cortina da casa e saiu.

    Após o episódio, Ana Cristina foi agredida pelos vizinhos e socorrida pela PM para o Hospital do Subúrbio com diversas escoriações pelo corpo. Ao constatar-se que ela não havia sofrido ferimentos graves, foi presa.

    A polícia informou ainda suspeita já responde por outro homicídio, que foi cometido contra uma mulher em 2009. Ela passou quatro anos presa por causa do crime e também já responde a processo por tráfico de drogas.