‘Não tem como’, diz Mota sobre reativar linhas de ônibus no Garcia

    Após protesto de moradores, secretário disse que problema é de "imobilidade": festas, carros parados nos dois lados da via e engarrafamento causado por escola particular

    Foto: Luiz Felipe Fernandez/Bahia.ba

    Após o protesto de moradores de Fazenda Garcia na manhã desta segunda-feira (13), para que a prefeitura reative duas das três linhas de ônibus que atendiam ao bairro, o secretário de Mobilidade de Salvador, Fábio Mota, disse ao bahia.ba que será impossível atender às exigências da população. “Não tem como. Acho que é o pior desafio da cidade hoje”.

    O chefe da pasta atribuiu o fim das linhas Macaúbas/Fazenda Garcia e Rua Direta/Fazenda Garcia a problemas de “imobilidade” na região. “O problema não são as duas linhas. É que os ônibus não conseguem chegar lá. Se botar 20 ônibus não resolve o problema. As festas no largo começam quinta à noite. Tem festa quinta, sexta, sábado e domingo”.

    Segundo o secretário, moradores estacionam os carros nos dois lados da via, o que impede que os coletivos circulem pelo bairro: “Já tem um mês que o ônibus não passa lá. Tem carro de um lado e do outro”, justificou.

    Parte da comunidade, insatisfeita com a situação, teria levado um “abaixo-assinado” à Transalvador, para “proibir o estacionamento” em um dos lados da rua.

    Outra questão apontada por Mota é a do Colégio Antônio Vieira, que seria responsável pelo congestionamento no Garcia e região durante a semana.

    “De segunda a quinta está com um problema sério. O ônibus não consegue passar do Vieira. O ônibus que sai da [Praça] Castro Alves até o Vieira demora 35-40 minutos para passar aquele pedacinho ali”, argumentou.

    Mota afirmou que o colégio particular colocou monitores para auxiliar no trânsito, além dos próprios agentes da Transalvador, mas não resolveu. “Na verdade acho que aumentou muito o número de alunos, sei lá”.