Nutricionista relata golpe em carro por aplicativo: tive medo de estar sendo dopada

    Evelyn Broocke contou que abriu a porta do carro em movimento e, mesmo sem enxergar, conseguiu fugir da situação

    Foto: Reprodução / Instagram

    A nutricionista Evelyn Broocke publicou um alerta nas redes sociais a respeito de um golpe sofrido na última terça-feira (9), ao entrar em um carro de transporte por aplicativo para ir ao trabalho, em Salvador.

    Por meio de vídeo, ela contou que ao pressionar o botão para abrir o vidro do carro acabou sujando o dedo com uma espécie de gel, que não conseguiu reconhecer. “Minha mão saiu melada e eu não sabia o que que era. Eu esfreguei os dedos, limpei na calça, melou um pouco meu celular. Eu cheguei a cheirar para conferir o que era, mas não tinha cheiro nenhum. Nesse momento o motorista já estava pegando um caminho errado eu pedi para ele dar ré e voltar porque aquele não era o caminho do meu trabalho. Ele voltou e cerca de dois minutos depois (…) meu olho começou a arder muito, muito!”, relatou a nutricionista aos mais de 57 mil seguidores no Instagram.

    Segundo Evelyn Broocke, a situação não durou mais que cinco minutos, mas foi aterrorizante. “Eu tava com vidro aberto e o vento, acredito eu, ressecava um pouco mais meu olho e eu sentia mais essa sensação. Instintivamente eu ia coçar os olhos, mas foi quando eu me dei conta que na minha mão tinha um gel que eu não fazer a mínima ideia do que era então eu não trisquei no meu rosto e continuei sentindo aquela sensação cada vez pior, até que chegou o momento em que eu já não conseguia mais abrir os meus olhos e foi quando eu senti medo e receio de estar passando por um golpe, de estar sendo dopada”, lembrou a nutricionista.

    Já desesperada, ela contou que chegou a pedir que o motorista retornasse para sua casa, com a desculpa de que tinha esquecido algo, mas percebeu que poderia desmaiar antes de chegar ao local. “Nessa hora eu pedi para ele encostar o carro. Eu falei ‘não, não. Encosta, encosta, encosta’ e ele não trocava palavras comigo, ele não dialogou comigo em momento nenhum. Ele não encostou quando eu pedi para ele encostar”, disse Evelyn, que conseguiu se desvencilhar da situação ao avistar um posto de gasolina. “Nessa hora eu abri a porta do carro, em movimento porque eu fiquei com medo de ser tarde demais e eu não ter mais a chance de sair do carro”, lembrou.

    Ainda atordoada e sem conseguir enxergar bem, ela foi socorrida pelos funcionários do posto até conseguir telefonar para o marido. “O motorista do Uber ainda continuou a corrida por um tempo, como se eu estivesse dentro do carro. Ele não cancelou a corrida”, lembrou a nutricionista, que já fora do carro percebeu que os olhos lacrimejavam muito por conta do ardor.

    “Enfim, esse aqui é um alerta para as pessoas, principalmente mulheres, porque é muito triste a gente enxergar o quão vulneráveis estamos num meio de transporte que deveria ser seguro”, concluiu.

     

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