Ocorrências de estelionato contra idosos aumentam 31% em Salvador

    Ameaça e desrespeito são os crimes com maior registro

    Terceira Idade Marcos Santos/USP Imagens

    A Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati), no bairro dos Barris, em Salvador, registrou um aumento cerca de 31% no número de casos de estelionato contra pessoas acima de 60 anos em relação a 2014. Em 2015, foram 173 ocorrências, contra 132 no ano anterior. O estelionato é o terceiro tipo de crime mais comum contra idosos, de acordo com a Deati, atrás de ameaça e desrespeito ao Estatuto do Idoso. A maior parte das vítimas dos crimes é do sexo feminino, de todas as classes sociais, entre 60 e 90 anos.

    Conforme informou a delegada Laura Argôllo, ao jornal A Tarde, o agravamento de pena, em vigor desde o final do ano passado, por si só, não é suficiente, pois tem que estar alinhado a outras medidas, como um grande investimento em educação.

    De acordo com  o artigo 171 do Código Penal, o estelionato ocorre quando alguém obtém vantagem ilícita, para si ou para outra pessoa, em prejuízo alheio, ao induzir alguém ao erro, por meio de fraude ou outros artifícios.