Osid acumula dívidas de R$ 18 milhões em 2016

    Conforme a Federação das Entidades Filantrópicas, as dívidas das instituições com atuação na Bahia somam mais de R$ 1 bilhão

    Foto: Divulgação/Sesab

    A direção das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), que administra um dos mais importantes hospitais filantrópicos de Salvador – o Santo Antônio –, estima que deverá fechar 2016 com um déficit de R$ 18 milhões nas contas. Para tentar minimizar a perda orçamentária, a instituição tenta a renegociação dos contratos com fornecedores, a redução da carga horária dos funcionários e até a desativação de aparelhos de ar-condicionado das enfermarias e de outros ambientes em que a climatização é opcional para o funcionamento.

    Entre as principais causas para o acúmulo de dívidas, o mais citado é a desatualização dos preços pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por serviços hospitalares, além do atraso no repasse dos valores.

    Em meio ao caos financeiro, a Osid inaugura, na próxima segunda-feira (27), novos dez leitos de UTI para pacientes adultos. Contraditória à primeira vista, a iniciativa deve minimizar a fila por cirurgias, desocupar leitos e, por consequência, diminuir os custos com pacientes internados que aguardam cirurgias complexas.

    Filantrópicas – A crise orçamentária não é exclusividade da Osid. Outras unidades filantrópicas que atuam em Salvador foram relatadas em um encontro promovido pelo Ministério Público Estadual, no Centro Administrativo, para discutir a crise na saúde pública. O Hospital Martagão Gesteira fecha o caixa com um déficit de R$ 500 mil todos os meses e já acumula mais de R$ 20 milhões em empréstimos. O centro médico já está no limite e impedido de buscar novos financiamentos. Conforme a da Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, as dívidas de todas as filantrópicas da Bahia somam mais de R$ 1 bilhão.