Pescadores denunciam ‘descaso’ em obras inacabadas na Colônia no Largo da Mariquita

    Trabalho de requalificação deveria começar em fevereiro e durar cinco meses

    Foto: Beto Jr / Secom
    Foto: Beto Jr / Secom

     

    Pescadores da Colônia da Boca do Rio – Largo da Mariquita denunciaram a situação “precária” na qual o local se encontra devido a obras de requalificação inacabadas realizada pela prefeitura, através de um projeto elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).

    Em imagens feitas pelos pescadores, é possível ver a situação do local em meio a escombros. “Essa aqui é condição que os pescadores da colônia do Rio Vermelho está enfrentando com essa obra. É uma obra que até o momento a gente não tem notícia de quando vai terminar, nem de quando vai, se quer, começar”, relata um dos denunciantes.

    Ao bahia.ba, a Fundação Mário Leal Ferreira explicou que os pescadores “solicitaram à Fundação alguns acréscimos no projeto, importando em um aumento da área construída e, consequentemente, tornando necessário um prazo para que se elaborassem essas modificações”.

    “O projeto da Colônia de Pescadores da Boca do Rio – Largo da Mariquita, elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira, foi construído em conjunto com os pescadores. Após a Ordem de Serviço emitida pelo Prefeito Bruno Reis, os pescadores solicitaram à Fundação alguns acréscimos no projeto, importando em um aumento da área construída e, consequentemente, tornando necessário um prazo para que se elaborassem essas modificações”, disse.

    Ainda de acordo com a FMLF, houve ainda um outro problema, em relação ao projeto da Fundação, uma vez que houve um deslocamento na implantação da Colônia. Segundo a Fundação, “todas essas questões são de conhecimento dos pescadores”.

    “Reconhecemos o problema que esse atraso tem causado a eles e a suas atividades de pesca. Por outro lado, todo esse transtorno será compensado com a conclusão da nova colônia que atenderá a todas as suas demandas, retirando os pescadores das condições de precariedade que se encontrava a colônia”.

    O bahia.ba também entrou em contato com a Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop), responsável pela execução das obras, e a guarda retorno.

    Sobre as obras 

    A ordem de serviço que autorizou o início dos trabalhos de revitalização foi assinada pelo prefeito Bruno Reis em janeiro deste ano. A previsão é de que a obra começasse logo após o  de 2 Fevereiro, quando se celebra o Iemanjá, e finalizar em cinco meses. Para a reconstruçao, a prefeitura investiu aproximadamente R$600 mil.