Prefeito condiciona aumento da tarifa de ônibus a subsídios do governo federal

    "Nós prefeitos do Brasil estamos mobilizados, pedindo um auxílio do governo federal para não aumentarmos a tarifa", disse Bruno Reis

    Foto: Mattheus Miranda/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM) voltou, na manhã desta quinta-feira (30), a demonstrar preocupação com o aumento da tarifa dos ônibus na capital baiana. Em entrevista concedida à Rádio Digital Salvador, do Grupo Lomes de Comunicação, o Chefe do Executivo soteropolitano reforçou que, caso o governo federal não intervenha, o Brasil voltará a ver grandes manifestações como as de 2013.

    “O transporte público é o maior problema, não só de Salvador, mas dos prefeitos das médias e grandes cidades. Mais de 300 movimentos, paralisações e greves ocorreram no Brasil durante o ano de 2021. Mais de 27 cidades tiveram contratos de concessões rompidos. Durante o ano de 2021 a situação se agravou ainda mais. Passageiros diminuíram na pandemia e houve um aumento excessivos dos insumos do transporte público. Combustível aumentou mais de 70%. Teve reajuste da mão de obra, pneus e peças. Isso levou a um desequilíbrio muito grande e empresas foram quebrando e, assim, quebrando contratos. O poder público, como foi o caso de Salvador, teve que tomar a responsabilidade. Todos os prefeitos estão presos a contratos que foram assinados. Se formos seguir o que estabelece esses contratos, teríamos que aumentar a tarifa em 10%. Quem é que aguenta esse aumento? A população não tem condições de pagar um reajuste na casa dos 10%”, disse.

    Na última terça-feira (28) o prefeito já havia negado um aumento da tarifa já no próximo mês de janeiro. Na oportunidade, Bruno Reis revelou que ainda não há uma previsão para aplicar o aumento.

    “Não há outra alternativa a não ser um subsídio do governo federal. A tarifa não remunera mais o sistema e, por isso, nós prefeitos do Brasil estamos mobilizados, pedindo um auxílio do governo federal para não aumentarmos a tarifa. Se isso ocorrer (aumento), o Brasil voltará a ver manifestações e movimentos que ocorreram em 2013”, concluiu o gestor.