Publicado em 22/06/2020 às 12h53.

Prefeito de Salvador explica intervenção na CSN: Ônibus iam parar. Fiquei em pânico

Com rodoviários ameaçando parar por falta de pagamento, gestão municipal decretou intervenção na concessionária e assumiu o controle

Rayllanna Lima
Foto: Max Haack/ Agecom
Foto: Max Haack/ Agecom

 

Prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) revelou que ficou “em pânico” quando soube que cerca de quatro mil rodoviários iriam paralisar as atividades na cidade, a partir de domingo (22), por isso decretou intervenção na CSN e decidiu assumir o controle da concessionária

Conforme explicou Neto nesta segunda-feira (22), os rodoviários que atuam na empresa estavam sem receber vale-alimentação e também relatavam que os seus salários estavam sendo pagos em atraso. Conforme lembro o prefeito, a concessionaria já provocou outros conflitos, inclusive descumprindo o TAC (Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta) que previa a entrega de novos ônibus com ar-condicionado.

“A gente veio fazendo o possível para tentar evitar a intervenção, que é a medida mais extremada. Semana passada, em reunião, soube que os rodoviários não iam sair porque a CSN não pagou o vale-refeição. Eu fiquem em pânico, com medo, porque a única coisa que a gente não pode permitir agora é uma paralisação no sistema de transporte. Se para o transporte, para a cidade. Todo mundo sabe disso”, disse.

De conhecimento do caso, o prefeito convocou uma reunião com a Arsal (Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador), toda a equipe da Procuradoria e da Secretaria de Mobilidade. “Decidimos pela intervenção. Não havia outro caminho, tanto que autorizei edição extra no Diário Oficial de sábado. Estamos ainda entendendo qual o limite jurídico, até onde nos vamos”, detalhou.

ACM Neto explicou ainda que, apesar de a Prefeitura ter gerido empresas de ônibus no passado, a medida será temporária. “A essa altura do campeonato é claro que a Prefeitura não quer ter empresa de ônibus, pelo amor de Deus. Nós só estamos fazendo intervenção porque havia o risco. Ia parar. […] Os rodoviários sempre tiveram meu apoio, fica aqui a minha palavra de que nós vamos preservar os empregos. É claro que tem uma dificuldade no começo, nos ajude. A gente precisa ter o apoio de vocês”, pediu.

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