Prefeito diz que não vetará espigões no Buracão se estiverem na lei; moradores apontam impactos

    Movimento afirma que as três torres de 18 andares causarão sombreamento na praia, barreira contra o vento e afetarão o trânsito

    Foto: Valter Pontes/Secom
    Foto: Valter Pontes/Secom

     

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (30) que não vetará a construção de três espigões na Praia do Buracão se o projeto do empreendimento estiver dentro da legalidade. Moradores, comerciantes e ambientalistas apontam que, se erguidos, os prédios trarão uma série de impactos à região, como sombreamento na faixa de areia da praia. A planta prevê 18 andares por torre.

    “Só vai sair qualquer empreendimento nessa cidade dentro do que estabelece a lei. Isso tem a garantia do prefeito. Como eu também não posso proibir, se cumprir as exigências legais, se estiver na lei, autorizando, infelizmente, vai ter que sair, porque a lei estabelece que pode sair”, disse o prefeito a jornalistas, após apresentar a programação do Natal no Pelourinho.

    “Se a lei proibir que saia, não vai sair. Então, se há projeto, estarão sendo analisados à luz do direito, da lei, da segurança jurídica, dentro do princípio da legalidade”, declarou o prefeito.

    Segundo o movimento SOS Buracão, além da sombra na praia nos períodos da manhã e da tarde, os espigões causarão barreira contra a circulação dos ventos, aumento da temperatura, problemas biológicos e de saúde. O tráfego local, afirmam, também será afetado.

    Membro do grupo, o professor Luís Antônio de Souza afirma que o projeto para a construção das torres “é um jogo de poder político e de força econômica”. Ele criticou o fato de o Plano Diretor Urbano de Salvador (PDDU) permitir sombreamento na praia. A observação foi feita nesta quarta-feira (29), durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).