Prefeitura e Tamar avançam em projeto para transformar Forte São Marcelo em aquário

    Subsecretário da Sedur, Fabio Rosa tem se envolvido no projeto para reabrir forte após 8 anos

    Foto: Mateus Morebeck/Divulgação

    Fechado para visitação desde 2011 e alvo de um impasse desde o final de 2016, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) terminou a reforma e reestruturação, o Forte São Marcelo está próximo de ter seu destino conhecido.

    O bahia.ba apurou que o recém empossado subsecretário da Sedur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano), Fabio Rosa, propôs ao prefeito ACM Neto (DEM) a instalação do Projeto Tamar no Forte São Marcelo. O prefeito aprovou a ideia.

    A ideia conceitual seria transformar o equipamento em um aquário de visitação, com ênfase na atividade de produção científica, bem como na conscientização e preservação da rica fauna marinha local. A proposta de Fabio seria agregar o conteúdo histórico do forte ao aquário, já que o equipamento foi utilizado para proteger a capital baiana da invasão holandesa.

    Representantes da Fundação Tamar, do Iphan e da Prefeitura realizaram uma visita técnica ao forte no último mês de março. De forma preliminar, já foram rabiscados os termos que poderão compor um possível memorando de entendimentos e a decisão dos próximos passos está dependendo da Fundação Tamar.

    O biólogo e gestor Nacional do Centro de Visitantes do Projeto Tamar, Gonzalo Rastan, confirmou a visita ao forte e destacou que as conversas ainda estão no início.

    “Fizemos a visita técnica preliminar para conhecer o espaço e ficamos impressionados. O forte está em muito bom estado. Agora a gente tem que entender o que é possível se montar ali e até que ponto a Fundação Tamar consegue ter fôlego para estar investindo e gerindo em um espaço como esse”, disse.

    Segundo ele, o projeto está na fase de “estudos técnicos”. “O Forte tem uma riqueza histórica incrível, está bem posicionado… eu acho que a gente imagina, se acontecer de ter um projeto, é valorizar a parte de ciência, tecnologia e conservação marinha. poderíamos tratar desses temas”, falou.

    “A ideia do aquário é uma possibilidade. A gente entende que a presença de um aquário, animais, dentro de um espaço como esse, seria bom. A gente conseguiria contextualizar todo o trabalho feito pra conservação e trazer um pouco da ciência”, acrescentou.