Salvador não registra mortes durante Operação Chuva e muda cenário de tragédias

    "Nesse 2 de julho temos vidas para comemorar", disse o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macedo, em entrevista ao bahia.ba

    Fotos: Secom PMS
    Foto: Max Haack/Secom
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    Ao longo dos últimos anos, Salvador vinha sendo palco de tragédias durante períodos chuvosos, com famílias sendo destruídas em deslizamentos de terra. O cenário foi mudando aos poucos e, neste ano de 2021, a Prefeitura de Salvador encerrou a Operação Chuva no dia 30 de junho sem registrar nenhuma morte.

    Algo que, para o diretor-geral da Codesal (Defesa Civil de Salvador), Sosthenes Macedo, deve ser celebrado. “É um motivo de muita felicidade, de uma conquista para a cidade. Nesse 2 de julho temos vidas para comemorar”, disse em entrevista ao bahia.ba nesta sexta-feira (2).

    O cenário de dezenas de pessoas mortas em soterramento foi mudando, conforme lembrou Sosthenes, com uma série de ações realizadas pela gestão municipal. Entre elas, a instalação de geomantas e de encostas, além da criação de abrigos e execução de estratégias de evacuação de áreas de risco.

    Houve também um intenso trabalho de conscientização da população, bem como auxílio para famílias desabrigadas. “Salvador foi construída de forma desordenada, muitas vezes sem a capacidade financeira, desses que moram nas áreas de risco, de fazerem suas moradias e, portanto, desassistidos”, afirmou o diretor da Codesal, sinalizando a mudança de cenário da capital baiana.

     

    Fotos: Secom PMS
    Fotos: Secom PMS

     

    “Tivemos tragédias no passado não encontradas mais na história recente. Nesse ano de 2021, em particular, a Operação Chuva culmina com vitória muito grande porque foi uma operação sem nenhuma vítima fatal. Faz valer todo o esforço dos valorosos homens e mulheres da Defesa Civil que muitas vezes colocam suas vidas em risco para salvar a vida das pessoas”, disse.