Salvador: ocupação hoteleira dá sinais de recuperação em agosto

    Dos quatro polos hoteleiros da cidade, coube aos que abrigam os hotéis voltados ao turismo de lazer e praia os melhores resultados

    Foto: Agecom/Salvador

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    A rede hoteleira de Salvador apresentou em agosto taxa de ocupação de 47,27% e diária média de R$ 225,12, resultando em indicador ponderado de desempenho de 106,41. Ainda que o número seja inferior ao mês de julho, período de férias escolares em que a ocupação foi de 49,4%, o resultado sugere desempenho ligeiramente superior ao observado no primeiro semestre deste ano, auge da crise. A comparação com o desempenho do mesmo período do ano passado, porém, expõe queda na taxa de ocupação, que passou de 53,56%, em agosto de 2015, para 47,27%, em agosto de 2016.

    Dos quatro polos hoteleiros da cidade, coube aos que abrigam os hotéis voltados ao turismo de lazer e praia os melhores resultados (Itapuã-Stella Maris e Barra-Rio Vermelho); e  desempenho baixo para os  hotéis dos polos Centro-Pelourinho e Stiep-Pituba, este último particularmente afetado pelo fechamento do único centro de convenções de grande porte na capital.

    “A crise continua, mas já é possível ter alguma expectativa de melhora a partir da promessa de reabertura do centro de convenções, em outubro, da divulgação antecipada do calendário do Réveillon, feira da primavera e outras atividades de melhoria na orla e nos pontos turísticos. Parece haver maior sensibilidade por parte do setor público da importância do turismo como uma das principais atividades geradoras de emprego e renda da cidade.”, pondera Glicério Lemos, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA).

    Os dados são fruto da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – seções Bahia e Brasil.