Publicado em 18/11/2016 às 16h00.

Secretaria Municipal de Saúde deixa 90 crianças sem leite especial

Prefeitura admite que problema afeta 31,8% do público ''de um universo de 283 crianças que recebem as fórmulas infantil e suplemento nutricional''

Fernanda Lima
Foto: Valter Pontes/Agecom
Foto: Valter Pontes/Agecom

 

A falta de leite especial para crianças alérgicas à proteína APLV, presente no leite da vaca, no estoque da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), tem preocupado famílias que não podem arcar com a despesa. A lata da fórmula de aminoácidos, constituída por um composto orgânico especial, custa, em média, R$ 180 e dura apenas dois dias – as crianças consomem cerca de 15 latas por mês. A distribuição é feita gratuitamente às famílias inscritas na prefeitura em postos como o 5º Centro de Saúde Doutor Clementino Fraga, no Vale dos Barris.

A SMS informou que a alteração na distribuição do alimento se deu pela demora no processo de compra. “A Secretaria Municipal já abriu processo de compra desde o mês de junho de 2016, via registro de preços, e está aguardando a conclusão processo para o restabelecimento do estoque, previsto para a segunda quinzena do mês de dezembro’’, afirmou a pasta, em nota.

O órgão divulgou, também, que o problema afeta “90 crianças de um universo de 283 crianças que recebem as fórmulas infantil e suplemento nutricional”, ou seja, 31,8% do público-alvo. Além disso, a SMS declarou que o leite especial não deve ser a primeira escolha oferecida pelos pais aos seus filhos e defendeu “o aleitamento materno com a isenção da proteína do leite de vaca da dieta materna frente aos benefícios que o ato da amamentação possui para o binômio mãe-bebê”.

A reportagem tentou contato com a coordenadora de comunicação do projeto de fornecimento de leite desde segunda-feira (14), mas não obteve êxito.

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