Secretário defende substituição de professores; ‘reação desnecessária’

    Segundo Marcelo Oliveira, troca de docentes de artes e educação física se deveu a escassez de profissionais na capital

    Foto: Mattheus Miranda/bahia.ba

    O secretário de Educação de Salvador, Marcelo Oliveira, voltou a defender a substituição de professores de Educação Física e Artes na rede de ensino da capital. Durante a inauguração da Escola Afonso Temporal, em Valéria,  nesta terça-feira (22),  ele argumentou que a mudança se deveu à entrada de 20 mil novos alunos este ano e à falta de profissionais disponíveis.

    “Sem dúvida é um desafio imenso absorver um volume desse de novas vagas. Claro que tivemos de ampliar novas vagas e buscar professores. A gente enfrenta algumas dificuldades, carências, em algumas disciplinas. Nós não temos (em número suficiente) na cidade, nos nossos processos seletivos, professores de Educação física e de Artes. Não temos. Já contratamos todos que tinham vagas garantidas em concurso”.

    Na avaliação de Marcelo Oliceira, o aproveitamento dos pedagogos responsáveis pelos dois primeiros anos do ensino fundamental foi alvo de uma “reação desnecessária, era um despropósito. O que a gente estava buscando era a otimização de recursos.” Antes desta terça , Oliveira chegou a classificar as críticas de “fake news”. Para o titular da SEC, as críticas “têm conotação política.”

    O secretário defendeu que, no caso das crianças de seis e sete anos, “a educação física é basicamente uma recreacção, a arte é um desenho, uma pintura, uma brincadeira, e colocamos o próprio pedagogo da sala de aula, que tenha a necessária habilitação pra dar essa disciplina. Isso é legal, tem no currículo dele, tem todo o revestimento da legalidade”.