A Prefeitura de Salvador anunciou, nesta quarta-feira (16), a criação dos parques Passa Vaca e Mussurunga. As novas áreas ampliam a proteção de espaços verdes da capital baiana e integram as ações do município para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Em entrevista à imprensa, o secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, disse que os dois parques são resultado da transformação de áreas que antes eram privadas em espaços públicos destinados à preservação ambiental.
Segundo o secretário, o Parque Passa Vaca está localizado em uma área de manguezal de aproximadamente 18 mil a 19 mil metros quadrados. Embora o local já fosse conhecido pela população como Parque Passa Vaca, a área permaneceu privada durante anos.
Ivan Euler disse ainda que a Prefeitura de Salvador realizou a desapropriação e indenização do imóvel, permitindo que o espaço passe efetivamente a ser um parque municipal.
“O parque nunca existiu, porque era privado. O prefeito fez um investimento grande, de investimento público, para pagar a desapropriação dessa área. Hoje é um parque municipal, então a área vai ser preservada”, afirmou.
O secretário destacou que o processo de desapropriação teve origem em um decreto de 2009. Segundo ele, a transformação da área em parque atende a uma demanda antiga da sociedade e também a estudos desenvolvidos por pesquisadores e universidades.
Parque em Mussurunga terá mais de 300 mil m²
O segundo anúncio envolve a criação de um novo parque na região de Mussurunga, próximo ao Alphaville 2, São Cristóvão e Fazenda Grande. A Prefeitura desapropriou uma área de aproximadamente 106 mil metros quadrados, que será integrada a outros terrenos públicos já pertencentes ao município. Com a união das áreas, o parque terá cerca de 304 mil metros quadrados.
Euler explicou que a intervenção permitirá conectar áreas verdes que antes estavam isoladas e criar acessos para moradores de diferentes comunidades da região.
“Era no meio, no centro de algumas comunidades. E aí o prefeito precisou desapropriar uma área privada para fazer a união dessas áreas e ter acesso à 29 de Março, ter acesso ali àquela região da Paralela”, explicou.
Parques ajudam no combate às mudanças climáticas
Euler ressaltou que a criação dos parques não representa apenas a ampliação de espaços de lazer e convivência. Segundo ele, a preservação das áreas verdes também tem impacto direto na adaptação da cidade às mudanças climáticas.
Entre os benefícios citados estão a redução das temperaturas no entorno, o combate às ilhas de calor, a absorção da água da chuva e a preservação da biodiversidade.
“Um parque simplesmente não é uma área de lazer, uma área de convívio. Um parque é muito importante para enfrentar as mudanças climáticas, que todo mundo já está vendo”, disse.
O secretário também destacou a importância da preservação da Mata Atlântica, bioma presente em Salvador, para a conservação da fauna e da flora.
A escolha desta quarta-feira (16) para o anúncio também foi relacionada ao Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio. Euler afirmou que a data reforça a importância de ações ambientais voltadas à proteção do planeta.
Salvador prevê novos parques
Além do Passa Vaca e de Mussurunga, a Prefeitura já trabalha em outros projetos de parques na capital baiana.
Durante o anúncio, serão apresentadas imagens em 3D elaboradas pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) para os projetos do Parque Socioambiental de Canabrava e do Parque de Pitangas.
Segundo Euler, os dois equipamentos já fazem parte do planejamento estratégico da gestão Bruno Reis e tiveram os projetos executivos concluídos.
A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Tânia Scofield, também participa da apresentação dos projetos.

