Publicado em 02/12/2016 às 09h43.

Seman diz que foi impedida de erradicar árvore, considerada sagrada

Vegetal localizado no terreno do Terreiro da Mãe Olga do Alaketu caiu na madrugada desta sexta-feira; no acidente, uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas

Redação
Foto: Reprodução/TV Bahia
Foto: Reprodução/TV Bahia

 

Técnicos da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e da Limpurb atuam no local onde uma árvore de grande porte caiu sobre oito imóveis na Rua Luis Anselmo, no Matatu de Brotas. O vegetal ficava em uma área privada, no terreiro Alaketu. Cinco pessoas foram atingidas, sendo quatro socorridas pelo Samu e levadas para unidades de saúde. Uma mulher morreu. O corpo ainda continua preso à árvore.

Conforme moradores, a retirada da árvore, que caiu após ser atingida por um raio,  já havia sido solicitada. Por nota, a Seman confirma que esteve no local para tentar fazer a erradicação do vegetal, no entanto, foi “impedida pelos proprietários do terreno, que alegaram motivos religiosos (a árvore é considerada sagrada pelo terreiro). Como trata-se de uma área privada, a prefeitura não fez a erradicação”.

Engenheiros e servidores do órgão  auxiliam o Corpo de Bombeiros na delicada operação de retirada dos galhos para que não haja riscos de a árvore, que está sustentada por um muro, volte a tombar durante a remoção do corpo. Toda a área foi isolada. Três imóveis foram destruídos totalmente e cinco parcialmente.

A Seman esclarece ainda que no caso de árvores em terrenos privados, o procedimento para solicitar a erradicação deve ser feito sempre à Sucom, que é a responsável pela concessão de alvará para que o proprietário do terreno faça a erradicação, orientado pelos técnicos da prefeitura.

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