Servidores municipais protestam contra reajuste salarial de 4%: não respeita quem trabalha

    Em Assembleia Geral, os trabalhadores apontam como reivindicam aumento de 20% nos vencimentos mensais

    Foto: Gabriela Araújo/bahia.ba

    Os servidores municipais se reúnem em Assembleia Geral para protestar contra o reajuste de 4% determinado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), que inclusive, já foi sancionado pelo Executivo municipal, no último dia 5 deste mês. Mobilizados, a categoria reivindica

    Os servidores se aglomeraram, na manhã de terça-feira (13), em frente à Câmara Municipal de Salvador (CMS) em protesto contra o Projeto de Lei nº 131/2023, que dispõe sobre o percentual concedido pela gestão municipal. Em conversa com o bahia.ba, um dos servidores que estava mobilizado na Casa das Leis se referiu a mudança como “injusta”.

    “O sindicato está protestando contra essa proposta injusta, que foi aprovada nas escuras, na última semana”, disse, em conversa.

    Lutando em prol da melhoria dos vencimentos mensais, a fim de embargar o PL que retornará à CMS, o coordenador geral  do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Helivaldo Alcântara determina que a categoria continue em “protesto” contra a gestão municipal e refere-se ao Executivo municipal como “desrespeitoso”.

    “Vamos continuar mobilizados em protesto contra a medida unilateral do prefeito que rompe com um formato em que os trabalhadores decidiam sobre o acordo salarial em assembleia. Esse comportamento demonstra uma política de gestão que não respeita quem trabalha pela cidade”, frisou o coordenador.

    Em entrevista ao bahia.ba, na última segunda-feira (12), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) garantiu que o reajuste continuará em 4%. Na oportunidade, ele ainda citou o caso do Governo da Bahia, que também concedeu o mesmo percentual aos seus servidores, no último dia 16 de maio. Reis usa como justificativa que o “orçamento da Prefeitura é mais comprometido”.

    “[…]. Para os demais servidores a elevação foi de 4% e nós já sancionamos a lei que foi votada semana passada e foi o mesmo percentual que todos os servidores estaduais, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas do Estado e Município, da Câmara de Salvador, rodoviários receberam. Ou seja, de todos esses quem tem o orçamento mais compremetido, com maiores atribuições e menos recursos é a Prefeitura”, declarou o gestor municipal.

    Para o coordenador do Sindseps, a conduta do prefeito mostra que o discurso da gestão “é falacioso”.

    “Quando o prefeito compara sua atitude com a decisão do governador, quem politiza a negociação salarial é ele. Romper com a tradição do acordo na data-base foi um golpe covarde na coletividade dos servidores municipais. Será que esse alinhamento se repetirá em outras situações”, indaga Alcântara, em resposta ao bahia.ba, na terça-feira (13).

    Os trabalhadores vão se reunir novamente contra a proposta, na próxima quinta-feira (13), a partir das 8h, na Estação da Lapa.