Publicado em 09/07/2026 às 14h31.

SMS nega falta de medicamentos para epilepsia após denúncia de vereadora

Em nota, a pasta afirmou que os medicamentos destinados ao tratamento desses pacientes estão disponíveis para dispensação

Luana Neiva
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador negou que haja desabastecimento de medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia na rede municipal. A manifestação foi divulgada após a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) denunciar a falta de remédios para pacientes com epilepsia e saúde mental.

Em nota, a pasta afirmou que os medicamentos destinados ao tratamento desses pacientes estão disponíveis para dispensação nas unidades de referência da rede de Saúde Mental, incluindo apresentações pediátricas, como Ácido Valpróico em xarope e Carbamazepina em suspensão oral.

A SMS informou ainda que, por meio da Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME), disponibiliza os principais medicamentos indicados para o tratamento da epilepsia, entre eles Ácido Valpróico, Carbamazepina, Fenitoína e Fenobarbital, em diferentes apresentações farmacêuticas, conforme a indicação clínica e os fluxos da rede municipal.

Segundo a secretaria, o abastecimento é acompanhado de forma permanente, com monitoramento dos estoques e dos processos de aquisição para garantir a continuidade da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Denúncia

A vereadora Aladilce Souza afirmou que pacientes da rede municipal estariam enfrentando dificuldades para obter medicamentos destinados ao controle de crises epilépticas e ao tratamento de transtornos de saúde mental.

De acordo com a parlamentar, a situação se soma a outras deficiências na assistência à população mais vulnerável. Ela também criticou a falta de auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) nas escolas municipais para atender estudantes com deficiência e a demora na conclusão da Escola do Curralinho, voltada para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Não é possível tanta negligência com quem mais precisa. Os pacientes de saúde mental estão sem diversas medicações para contenção de crises, o que garante o tratamento antimanicomial. Alunos com diversos tipos de deficiências, aparentes ou ocultas, não dispõem do amparo de auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) nas escolas. Ou seja, é um descaso total justamente com a parcela mais vulnerável da população”, declarou.

A vereadora informou que pretende convocar uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador, após o recesso legislativo, para discutir o abastecimento de medicamentos e a assistência oferecida aos pacientes da rede municipal.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.