Publicado em 08/07/2026 às 17h49.

Hospital Municipal do Homem passa a oferecer oxigenoterapia hiperbárica

Serviço, administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), passa a integrar a rede municipal de saúde

Redação
Fotos: Ramon Souza / Ascom Osid

 

O Hospital Municipal do Homem (HMH), em Salvador, iniciou nesta segunda-feira (6) a oferta de oxigenoterapia hiperbárica para pacientes com feridas e lesões complexas. O serviço, administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), passa a integrar a rede municipal de saúde e, segundo a prefeitura, terá capacidade para atender cerca de 520 pacientes por mês.

Inicialmente, o tratamento será destinado a pacientes das áreas de cirurgia vascular, cirurgia geral e urologia. O objetivo é acelerar a cicatrização de feridas, reduzir complicações e ampliar o acesso a terapias especializadas na rede pública.

A oxigenoterapia hiperbárica consiste na administração de oxigênio puro em uma câmara pressurizada. No HMH, o equipamento é do tipo multiplace, permitindo o atendimento simultâneo de mais de um paciente. Durante as sessões, os pacientes recebem oxigênio por meio de máscara enquanto permanecem em um ambiente com pressão superior à atmosférica, condição que favorece a cicatrização e auxilia no controle de infecções.

Segundo o diretor médico da unidade, André Luiz Araújo, o procedimento será indicado, neste primeiro momento, para pacientes com infecções em membros inferiores acompanhados pela cirurgia vascular, infecções da parede abdominal tratadas pela cirurgia geral e complicações urológicas provocadas pela Síndrome de Fournier.

“Além dos casos cirúrgicos e urológicos, a oxigenoterapia hiperbárica também é eficaz no tratamento de condições como queimaduras, osteomielites, lesões do pé diabético, úlceras de pele, lesões provocadas por radioterapia e enxertos comprometidos”, afirmou.

O acesso ao tratamento será definido por avaliação médica. Pacientes internados no Hospital Municipal do Homem passarão por análise de um médico hiperbarista e, caso atendam aos critérios clínicos, serão encaminhados para o procedimento. A unidade também poderá receber pacientes regulados pela rede municipal, conforme indicação médica.

Para André Luiz Araújo, a incorporação da terapia amplia a capacidade de atendimento da unidade e reduz a necessidade de encaminhamento para serviços especializados fora da rede municipal.

“A pessoa atendida terá uma recuperação mais rápida e melhores condições de cicatrização quando comparado ao tratamento convencional. Esse é um recurso que amplia o acesso da população de Salvador e da Região Metropolitana a uma terapia altamente especializada, antes disponível de forma bastante limitada”, destacou.

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