O Terminal Itapuã, atual operador de instalações portuárias na região do Subúrbio Ferroviário, emitiu comunicado oficial sobre o aparecimento de resíduos coloridos na Praia de São Tomé de Paripe. Em nota, a companhia negou que as substâncias encontradas, identificadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) como nitrato e cobre, façam parte de sua cadeia logística. A empresa também solicitou que a investigação ambiental verifique os períodos anteriores à sua gestão.
De acordo com o comunicado, um levantamento das cargas movimentadas foi entregue ao órgão ambiental para demonstrar que os materiais de coloração azul e amarela possuem aspecto “incompatível” com o que é operado atualmente. A empresa defende que o Inema e os especialistas contratados foquem na análise do histórico operacional do terminal, sugerindo que o passivo ambiental pode ser de responsabilidade da antiga proprietária.
A operadora destacou ainda que a gestão anterior não disponibilizou os relatórios de investigação ambiental realizados por consultorias da época. “As circunstâncias do caso apontam para a necessidade de investigação sobre o histórico operacional no terminal”, afirmou a empresa, reforçando que opera em conformidade com as normas vigentes e possui certificações internacionais de gestão ambiental e segurança, como as ISO 14001 e 45001.
A Praia de São Tomé de Paripe segue interditada após laudos preliminares do Inema confirmarem altas concentrações de poluentes no sedimento arenoso. O caso gerou alerta devido à morte de espécimes marinhas e ao risco de contaminação para moradores e marisqueiras que dependem da região.
Embora o Inema tenha detectado as substâncias nas proximidades da área de operação do terminal, a empresa reitera que está à disposição para auxiliar na identificação da origem das infiltrações e espera a conclusão das análises técnicas para o esclarecimento definitivo dos fatos.
Leia a nota na íntegra
“O Terminal Itapuã vem a público manifestar-se sobre o aparecimento de substâncias no sedimento arenoso da Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, situação que tem sido objeto de fiscalização pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA) e de avaliação por equipe de especialistas contratada pela empresa.
Desde as primeiras urgências, o Terminal Itapuã colocou-se inteiramente à disposição do órgão ambiental, prestando esclarecimentos para auxiliar nas investigações, sendo de seu maior interesse que o órgão identifique a origem das urgências e adote as providências cabíveis perante o responsável.
Conforme cuidadoso levantamento das cargas movimentadas, o qual foi solicitado e encaminhado ao órgão ambiental, as substâncias de coloração azul e amarela encontradas no sedimento arenoso possuem aspecto incompatível com aquelas movimentadas pelo atual operador, a empresa Terminal Itapuã.
As circunstâncias do caso apontam para a necessidade de investigação sobre o histórico operacional no terminal, sendo fundamental que a antiga proprietária e operadora do Terminal apresente os relatórios de investigação ambiental elaborados por sua empresa de consultoria, os quais, até o presente momento, não foram disponibilizados para o Terminal Itapuã.
O Terminal opera regularmente, em estrita conformidade com a legislação ambiental e com suas licenças vigentes, contando com certificações internacionais ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001 e Ecovadis Prata, que atestam seus padrões de gestão ambiental, de qualidade e de segurança.
O Terminal Itapuã reafirma seu compromisso com a transparência e o diálogo institucional, e aguarda a conclusão das análises técnicas para o adequado esclarecimento dos fatos.”

