Trilha no Vale Encantado promove ações de preservação da Mata Atlântica

    O evento promoveu passeios ecológicos além de um protesto lúdico contra a retirada de duas áreas verdes e institucionais dos loteamentos do Greenville

    Foto: Divulgação/SOS Vale Encantado

    No último domingo (22), um coletivo de voluntários apaixonados pelo meio ambiente participaram do primeiro Festival da Natureza do Vale Encantado. O evento promoveu uma manhã de lazer alternativo aos moradores de Salvador na intenção de chamar a atenção para a proteção da Mata Atlântica dentro da capital baiana.

    A programação do festival, que acontece todos os anos, contou com contação de histórias e dinâmicas para crianças como observação de aves, trilhas e banho de floresta.  Organizado pela SOS Vale Encantado, os voluntários também promoveram um protesto lúdico que vai contra a PL 299/2019, aprovada pela Câmara dos Vereadores, que retira da poligonal do parque duas áreas verdes e institucionais dos loteamentos do Greenville e do bairro de Patamares, inserindo no Centro onde tem uma lagoa e a Área de Preservação Permanente da Mata Atlântica.

    Carol Lorenzo, médica veterinária e umas das voluntárias do SOS Vale Encantado, disse ao bahia.ba que o protesto foi um jeito para pedir que o prefeito vete umas das resoluções do projeto. “As pessoas vieram para o Vale Encantado com suas famílias para pedir ao prefeito ACM Neto vete a emenda número três dessa PL. O protesto foi cheio de vida e esperança. O vice prefeito Bruno Reis já havia prometido, em uma reunião no Greenville, que não iria permitir a retirada das áreas verdes do condomínio de dento da poligonal do parque. Então agora é hora de cumprirem.”, disse Carol.

    Segundo Carol, a emenda corrompe o estatuto da cidade e que não houve uma audiência pública antes do projeto ser aprovado. A veterinária afirma ainda que a retirada de área verde de um loteamento como Patamares, que já sofre com a desafetação no passado e leilão de suas áreas verdes e institucionais, é algo inaceitável. “Acreditamos que a prefeitura não tenha a intenção de canalizar o último rio com margem natural e floresta da cidade.”, concluiu a voluntária.