Vereadora propõe mudar nome do Elevador Lacerda para Makota Valdina

    Projeto de lei ainda será analisado pelas comissões da Casa antes de seguir para o plenário

    Valter Pontes/Secom PMS

    A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) protocolou nesta terça-feira (8), na Câmara Municipal de Salvador, um projeto de lei que propõe mudar o nome do Elevador Lacerda para Elevador Makota Valdina.

    A proposta homenageia a educadora soteropolitana Valdina de Oliveira Pinto, conhecida como Makota Valdina.

    O projeto de lei ainda será analisado pelas comissões da Casa antes de seguir para o plenário. Caso avance nas etapas de tramitação, a proposta será submetida à votação dos vereadores.

    Projeto propõe novo nome para o Elevador Lacerda

    Segundo a proposta apresentada por Eliete Paraguassu, a mudança busca homenagear a trajetória de Makota Valdina, reconhecida por sua atuação no combate ao racismo e à intolerância religiosa e pela defesa das culturas de matriz africana.

    O Elevador Lacerda, localizado na região da Praça Municipal, é um dos principais símbolos históricos e turísticos de Salvador. A eventual alteração do nome dependerá da aprovação do projeto na Câmara Municipal.

    Quem foi Makota Valdina?

    Valdina de Oliveira Pinto, conhecida como Makota Valdina, foi professora da rede municipal de Salvador e uma das referências na defesa das religiões de matriz africana e no combate ao racismo e à intolerância religiosa no Brasil.

    O nome “Makota” está relacionado à função exercida por ela como conselheira da mãe de santo no terreiro de candomblé Tanuri Junsara.

    Makota Valdina também integrou o Conselho Estadual de Cultura da Bahia, onde atuou em defesa da preservação das culturas de matriz africana.

    O que diz a vereadora? 

    Em entrevista ao bahia.ba, Eliette defendeu sua proposta e para ela, Makota Valdina é uma referência na educação, uma mulher militante, respeitosa, que tem um compromisso com a população negra, que fazia um debate histórico na cidade de Salvador de combate ao racismo, de combate à violência religiosa.

    Por fim, a psolista ressaltou que o elevador Lacerda não vai mudar a origem dele. “Mas a gente só quer que mude. Ele já foi mudado e não é a primeira vez. Em 1873 ele foi mudado para o elevador hidráulico da Conceição da Praia. E depois mudou para a família Lacerda. Então é justo também que agora por reparação histórica nessa cidade”.

     

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