VÍDEO: Manifestantes vandalizam prédio da prefeitura de Salvador

    Ato ocorre após atrasos no transporte público durante domingo de eleição

    Foto: Divulgação

    Manifestantes foram flagrados cometendo atos de vandalismo na sede da Prefeitura de Salvador, localizada na Praça Municipal, na tarde desta segunda-feira (26). Durante o ato, imagens obtidas pelo portal bahia.ba registraram pichações e marcas de depredação nas instalações do imóvel público.

    Em nota oficial, a Prefeitura de Salvador informou que a mobilização provocou a suspensão do expediente no Palácio Thomé de Souza. Por razões de segurança, as portas do prédio foram fechadas.

    Entenda o contexto do protesto

    As tensões na capital baiana se intensificaram após os desdobramentos do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Ao longo do dia de votação, a população soteropolitana enfrentou dificuldades no transporte público, com registros de aglomerações e longos períodos de espera nos pontos de ônibus.

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) justificou o atraso no funcionamento da frota afirmando que parte dos coletivos teve a saída retida nas garagens devido à presença de adesivos do PT colados nos veículos durante a madrugada, o que exigiu a remoção do material para cumprir determinações da Justiça Eleitoral.

    A frota passou a circular normalmente após as intervenções e deliberações das autoridades locais. Contudo, os atrasos logísticos na capital baiana e em outras regiões levaram à prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h. A alteração no cronograma motivou questionamentos por parte da candidatura derrotada de Flávio Bolsonaro (PL), que contestou o resultado e defendeu a anulação do pleito.

    Desdobramentos e pedidos de impeachment

    A crise no sistema de transporte desencadeou forte reação política. O prefeito Bruno Reis passou a ser alvo de pedidos de abertura de processo de impeachment formulados por parlamentares da oposição na Câmara Municipal.

    No âmbito judiciário, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) chegou a expedir um mandado de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, sob a acusação de crime eleitoral decorrente da retenção de ônibus.

    O gestor, no entanto, não chegou a ser detido por estar em viagem a Paris. A ordem de prisão foi revogada pelo tribunal nesta segunda-feira (26) e perdeu o efeito antes do cumprimento, embora as apurações sobre o caso sigam em andamento.

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