Zona Azul extingue cartela de papel e passa a aceitar cartão de crédito e débito

    Barra e Rio Vermelho são os primeiros bairros a adotar a medida; previsão é de que todas as áreas da cidades estejam com o novo serviço até outubro deste ano

    Foto: Luiz Felipe Fernandez/bahia.ba

    As cartelas de papel da Zona Azul de Salvador darão lugar à cobrança eletrônica a partir desta terça-feira (4). Agora, os pagamentos podem ser feitos também com cartão de crédito ou débito, além do dinheiro. Os dois primeiros bairros a extinguir a cartela física são Barra e Rio Vermelho.

    A previsão é de que, até outubro deste ano, a medida seja aplicada em todas as áreas da cidade. Nos primeiros 20 dias, a cobrança será feita apenas em dinheiro, enquanto o ajuste das máquinas ao sistema bancário é finalizado.

    A iniciativa municipal teve os detalhes apresentados pelo prefeito ACM Neto e pelo superintendente de Trânsito de Salvador (Transalvador), Fabrizzio Muller, na segunda-feira (3), no Palácio Thomé de Souza. A medida é parte integrante do programa Salvador 360, eixo Cidade Inteligente.

    Funcionamento

    Ao chegar à vaga, o usuário que não quiser utilizar um dos 11 aplicativos disponíveis da Zona Azul Digital poderá ter auxílio do operador, que terá à mão uma máquina portátil com GPS para registro do veículo na vaga, pagamento e emissão de comprovante. Este comprovante, em formato tíquete, não precisa ser deixado no carro, ao contrário da cobrança por cartela de papel.

    A fiscalização será feita pelo agente de trânsito nos mesmos moldes do que já é praticado para quem utiliza aplicativo. Ou seja, ao fazer a leitura da placa no sistema, será verificado se a situação do veículo no local está regular ou não.

    De acordo com a Prefeitura, o objetivo inicial do processo de Zona Azul Digital foi diminuir a evasão de recursos, assim como evitar cartelas falsificadas e extorsão por guardadores clandestinos, melhorar a distribuição ou mesmo solucionar a falta de cartelas, possibilidade de rastrear a atuação dos guardadores e diminuir a obrigatoriedade do cidadão de pagar com dinheiro, evitando problemas com falta de troco, por exemplo.

    Além disso, os operadores terão um novo fardamento para diferenciá-los de possíveis clandestinos.