Publicado em 20/05/2016 às 06h00.

Vereadores aliados se engalfinham por votos

Com a proximidade da eleição municipal e uma campanha oficial mais curta, a disputa por eleitorado tem ficado mais acirrada e o clima entre aliados azedou consideravelmente

Rodrigo Aguiar
Foto: Max Haack/ Agecom
Foto: Max Haack/ Agecom

 

Com a proximidade da eleição municipal e uma campanha oficial mais curta, a disputa por eleitorado entre vereadores tem ficado mais acirrada e o clima entre aliados azedou consideravelmente. O já tradicional embate por áreas de atuação – as chamadas bases eleitorais – ganhou contornos maiores, com relatos de “ciumeira” entre vereadores, atentos às relações dos colegas com secretários e outros integrantes do Executivo municipal.

Também foi redobrada a atenção dos legisladores sobre os bairros onde costumam ser bem votados, diante da aproximação de outras lideranças ou políticos. A disputa tem produzido situações pouco usuais. Nesta quinta-feira (19), o vereador Tiago Correia (PSDB) esteve “na moita” e passou a impressão de que não quis chamar muita atenção durante inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Tereza Mata Pires, no Lobato, com a presença do prefeito ACM Neto (DEM).

Ex-presidente da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), Correia foi o único vereador presente que não subiu ao palco, onde estiveram Kátia Alves (SD), J. Carlos Filho (SD), Orlando Palhinha (DEM) e Kiki Bispo (PTB). Segundo relatos de bastidores, haveria insatisfação de alguns vereadores com a atuação da secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf, que teria o tucano como seu “escolhido” para as eleições.

Também filiada ao PSDB, Rosemma chegou a cogitar uma candidatura à Câmara Municipal, mas a possibilidade foi descartada. Nos últimos meses, porém, a agenda bastante movimentada da secretária alertou os vereadores, que viram naquilo uma clara intenção de se viabilizar eleitoralmente. Seja qual for o motivo, chamou a atenção a baixa quantidade de vereadores presentes à inauguração do novo camelódromo de Salvador, na última segunda-feira (16), que teve Rosemma ao lado de Neto. Um dos poucos a aparecer foi justamente Correia.

Já no último sábado (14), o clima de guerra por votos ficou mais evidente, em uma inauguração de campo de futebol em Santa Luzia do Lobato. O ex-vereador Téo Senna (PHS), que deixou a Diretoria de Esportes para tentar retornar ao Legislativo soteropolitano, discursava quando uma claque ligada a um pré-candidato conhecido como Alex Alemão começou a vaiá-lo. Foi preciso que o prefeito interviesse para acabar a confusão. A mesma situação foi registrada no mês passado, durante a cerimônia de assinatura da ordem de serviço de reforma de 500 casas do programa Morar Melhor na Baixa do Petróleo, no bairro da Massaranduba. Lideranças comunitárias chegaram a se agredir fisicamente após Duda Sanches (DEM) chamar o colega de Casa e de partido Vado Malasombrado – cujo reduto é justamente a Cidade Baixa – de “mentiroso” no palanque.

Entre os edis, houve até quem quase chegasse às vias de fato – foi o que ocorreu, recentemente, em briga entre o vereador Geraldo Júnior (SD) e o suplente Paulo Magalhães Jr. (PV).

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