Publicado em 27/06/2017 às 16h10.

Após denúncia, Temer diz que é ‘vítima de infâmia de natureza política’

Presidente afirmou que a Procuradoria-Geral da República tem “reinventado o Código Penal” para puni-lo por corrupção passiva

Rodrigo Daniel Silva
Foto: Beto Barata/PR
Foto: Beto Barata/PR

 

Em pronunciamento após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva, o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou, na tarde desta terça-feira (27), que tem sido “vítima” de uma “infâmia de natureza política”.

Ao ressaltar que falava com conhecimento jurídico por ter formação em Direito, Temer frisou que a denúncia contra ele é uma “ilação” que “não tem fundamento”. Disse também que a PGR tem “reinventado o Código Penal” para puni-lo. “Onde estão as provas concretas?”, questionou.

“Querem parar o país, o Congresso, com denúncia frágil e precária. Quando ataca a Presidência da República precisa ter cautela, provas robustas”, ressaltou, ao pontuar que sofre um “ataque indigno e injurioso”.

O presidente fez questão de condenar o ato do procurador Marcelo Miller de deixar o cargo para trabalhar em um escritório de advocacia responsável por negociações de colaborações premiadas. Disse que o membro do Ministério Público não respeitou a quarentena e frisou que tem “ganhado milhões de reais”.

Temer voltou a criticar o fato de o dono da JBS, Joesley Batista, não ser punido após fechar o acordo de delação. Para o peemedebista, o delator –  a quem chamou de “bandido confesso” –,  ganhou um “prêmio de impunidade”. O presidente também disse que a gravação é uma prova ilícita.

Por fim, Temer ressaltou que pretende dar continuidade às reformas trabalhistas e da Previdência. “Não fugirei às batalhas”, frisou.

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