Alvo de operação, Força Sindical fala em tentativa de ‘criminalização’

    Batizada de Registro Espúrio, ação investiga organização suspeita de cometer fraudes na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho

    Foto: Reprodução/Facebook

    A Força Sindical insinuou que a operação deflagrada nesta quarta-feira (30) pela Polícia Federal – que teve como um dos alvos o deputado federal Paulinho da Força (SD), presidente da central – seja uma espécie de retaliação por parte do governo.

    “Vale lembrar que ontem a Organização Internacional do Trabalho – OIT acatou a denúncia, assinada pelas seis maiores centrais sindicais, que acusa o Brasil de promover uma reforma trabalhista que penaliza os trabalhadores e viola direitos, além de perseguir os sindicatos como forma de desmontar o movimento sindical. Não vamos permitir que criminalizem o movimento sindical como forma de enfraquecer a luta dos trabalhadores“, afirmou, por meio de nota, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna.

    A central disse ainda estar à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. “A Força Sindical vem a público esclarecer que a operação da Polícia Federal nas dependências da central objetiva a busca e apreensão de documentos, o que a Força Sindical disponibilizou, sem qualquer restrição, e o que mais se fizer necessário para o cumprimento da ordem legal”, afirmou o órgão.

    Batizada de Registro Espúrio, a operação foi realizada para desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes na concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.

    Conforme as investigações, há um amplo esquema de corrupção na Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares.