‘Racismo mata muita gente’, diz empresário imobilizado por PMs em banco

    Crispim formaliza denúncias contra policiais e gerente da Caixa na manhã desta quarta-feira

    Foto: reprodução/Facebook

    O empresário Crispim Terral, 34 anos, que recebeu um mata-leão de dois policiais em uma agência da Caixa Econômica Federal de Salvador, vai formalizar as denúncias contra os PMs e o gerente do banco. Ele contou ao bahia.ba que vai até a 1ª Delegacia, na Barra, e na Corregedoria da Polícia, na manhã desta quarta-feira (27).

    “Quero fazer justiça com que aconteceu para que outras pessoas não passem por isso. O racismo mata muita gente e eu não desejo que ninguém passe pelo que eu passei. Quero que as pessoas denunciem esses casos”, afirmou Crispim.

    O empresário disse ainda que se sentiu “acolhido” na manifestação que foi realizada na agência da Caixa do Relógio de São Pedro, na terça-feira (26). “Me senti acolhido ontem. Eu recebi o apoio de várias pessoas. Vamos fazer justiça”, disse.

    Crispim contou que ainda não foi procurado pela pela Caixa.

    Relembre o caso

    O empreendedor foi agredido por PMs ao ser retirado de uma agência da Caixa Econômica Federal, no Relógio de São Pedro, em Salvador [veja vídeo].

     


    O caso veio à tona na segunda-feira (25), quando o empresário publicou um vídeo e um texto nas redes sociais, acusando a Caixa de racismo. Na publicação, ele diz que foi até o banco oito vezes para solicitar um comprovante de pagamento de dois cheques.

    Crispim conta que, ao chegar na agência, foi tratado com “indiferença” e que precisou esperar quatro horas para ser atendido.

    “O Mauro, gerente responsável pela minha conta, me atendeu de forma indiferente e me deixou esperando por quatro horas e quarenta e sete minutos. Ele foi atender outras pessoas em outra mesa. Indignado com a situação, me dirigi à mesa do gerente João Paulo, que me atendeu com mais indiferença”, escreveu Crispim nas redes sociais.