O advogado Mário Júnior Pereira Amorim e mais oito homens foram presos, na manhã de sábado (20), em uma operação conjunta das polícias Civil e Miltar. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), o grupo foi responsável por um ataque contra vigilantes da empresa Veracel, no último dia 2.
Cinco dias antes do ocorrido, a reintegração do espaço havia sido concedida pela justiça à empresa e os ocupantes, retirados.
Mário, Geraldo Pereira dos Santos, Rogério Silva da Rocha, Derolino Pereira dos Santos, Nival Miguel da Silva, Raimundo da Rocha, Cláudio Francisco de Oliveira, Nilson de Oliveira Gonçalves e Adenildo Batista da Rocha possuíam mandado de prisão em aberto.
Um décimo envolvido, de prenome Valdomiro, não foi encontrado e é considerado foragido, segundo informações da SSP-BA.
Relembre o caso
No dia 3 de julho, a Veracel Celulose, empresa agroindustrial com sede em Eunápolis, confirmou que vigilantes da empresa de segurança GPS foram vítimas de agressão por um grupo que ocupava as fazendas Sítio Esperança e Mutum, localizadas na zona rural do município de Belmonte.
De acordo com a assessoria de imprensa da Veracel, as localidades são de propriedade da empresa. A reintegração do espaço havia sido concedida pela justiça no último dia 27, com o acompanhamento de funcionários da empresa.
No entanto, o grupo que estava instalado no local, anteriormente, voltou para tentar ocupá-lo novamente nessa terça-feira (2).
Em nota, a assessoria informou que três vigilantes foram feridos pelos agressores, que também depredaram e atearam fogo em seis veículos da GPS.
Ainda segundo a assessoria, outras três pessoas da empresa prestadora de serviços Plantar, também contratada pela Veracel, “foram mantidas sob cárcere privado, ameaçadas de morte e forçados a executar trabalhos de interesse do grupo durante a manhã, sendo liberadas à tarde”.
“A Veracel esclarece que os colaboradores da GPS não utilizam armas e nem reagiram às agressões. Os invasores da área não se declaram associados a nenhum movimento social”, informou a assessoria.
Os vigilantes feridos, encaminhados para o Hospital Regional, em Eunápolis, receberam atendimento e foram liberados. O estado de saúde deles é considerado estável. Ainda na nota, foi informado que a empresa GPS também dará apoio psicológico aos profissionais.
O grupo alega que as terras não são da Veracel. No entanto, a empresa afirma que tem “legítima posse da terra e licenciamento ambiental”.
De acordo com a assessoria, a Veracel decidiu interromper as atividades na área “para garantir a integridade de seus colaboradores próprios e parceiros até que haja uma solução por parte das autoridades”. As operações continuam normalmente em outros locais.
A empresa afirmou que está colaborando com as autoridades policiais para esclarecer as circunstâncias do ataque, “entendendo que nenhuma alegação justifica a violência”.
O grupo agressor alegou que reagiram diante da violência e das constantes ameaças da empresa Veracel. Segundo o portal “Causa Operária”, as famílias que antes ocupavam as terras estavam acampadas na beira da estrada e continuavam sendo ameaçadas pelas equipes de segurança.

