Câmara de Salvador aprovou homenagem a alvo da Operação Faroeste

    Adailton Maturino foi homenageado pelo Legislativo municipal com o título de cidadão soteropolitano, aprovado em março

    Foto: Luiz Felipe Fernandez/bahia.ba

    Um dos alvos dos mandados de prisão temporária expedidos na Operação Faroeste, Adailton Maturino foi homenageado pela Câmara de Salvador com o título de cidadão soteropolitano, aprovado em março. A honraria foi proposta pelo vereador Luiz Carlos (PRB).

    Ofícios da Embaixada de Guiné-Bissau qualificam Maturino como cônsul honorário do país africano no Brasil.

    No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que o governo brasileiro não autorizou a designação de Maturino como agente diplomático ou consular.

    Segundo o ministério, o mesmo vale para Geciane Souza, esposa de Maturino, também alvo da operação desta terça-feira (19).

    Ao autorizar os mandados de prisão temporária, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aponta uma movimentação financeira, de outubro de 2013 até então, de R$ 33,9 milhões de Maturino, dos quais R$ 14,5 milhões não apresentam origem ou destino destacado.

    Ainda segundo o STJ, Maturino tem apenas uma inscrição de estagiário na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – atualmente cancelada – e 13 CPFs em seu nome.

    Além do casal, foram alvos de mandados de prisão temporária o advogado Márcio Duarte, genro da desembargadora Maria do Socorro Barreto, e Antônio Roque Neves, secretário judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e “principal assessor” do presidente da Corte, Gesivaldo Britto, conforme a peça.

    Gesivaldo e Maria do Socorro foram afastados de suas funções, assim como os desembargadores José Olegário Monção e Maria da Graça Osório e os juízes Sérgio Humberto Sampaio e Marivalda Moutinho.

    Todos são suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais e grilagem de terras.