Boa notícia: na crise do corona, a informação ganha das fakes

    Pela primeira vez nestes tempos de sociedade em rede, vemos a boa informação reverenciada

    Imagem: Jornal GGN
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    A doutrina maior do bom jornalismo dita que o interesse público é sempre o que deve falar mais alto no mister de informar. E é óbvio que um vírus atazanando a vida de todos nos quatro cantos do planeta é de relevantíssimo interesse público.

    Em tais circunstâncias, a fórmula é simplíssima: buscar gente que entende do assunto para falar. No caso do corona, as fontes são claras, infectologistas e virologistas. A questão: todos eles nos quatro cantos do planeta dizem a mesma coisa: a fórmula é o isolamento social.

    Mentiras

    Óbvio que no rastro do corona, vem longo rosário de fake news. De fotos de restaurantes com fila a mostrar vídeos com italianos jogando dinheiro na rua ou dizer que a Alemanha recomendou a troca de tapetes de pano por água sanitária, as mentiras invadem a área médica e recomendam contra o corona ‘um bom vinho’, ou limão com bicarbonato ou beber água a cada 15 minutos.

    O festival de mentiras vem bem embalado, coisa de profissional. Pela primeira vez nestes tempos de sociedade em rede, vemos a boa informação reverenciada, aquela que você sabe de onde veio e com quem brigar quando não gosta. ‘Fique em casa’ é a palavra de ordem da ciência

    Hoje, 7 de abril, Dia do Jornalista, apesar dos pesares, há algo de bom a festejar: a boa informação se sobrepõe, apesar das pedras do caminho, como o presidente Bolsonaro, ele próprio comandante de uma fábrica de fakes.