Flávio Bolsonaro rebate declarações de suplente sobre vazamento de operação da PF

    Após revelação de que delegado o informou acerca de ação que mirava Fabrício Queiroz, seu ex-assessor, senador aponta 'invenção de alguém desesperado e sem voto"

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) rebateu entrevista na qual o seu seu suplente, Paulo Marinho, revelou ao jornal Folha de S. Paulo que um delegado da Polícia Federal antecipou para ele, em outubro de 2018, que a Operação Furna da Onça seria realizada.

    Na entrevista, Marinho, que rompeu com o clã Bolsonaro após as eleições, disse que, segundo ouviu do próprio filho do presidente, um delegado da Polícia Federal antecipou a Flávio em outubro de 2018 que a Operação Furna da Onça seria realizada.

    Em nota enviada ao jornal paulista após repercussão das declarações do ex-aliado, Flávio apontou “invenção de alguém desesperado e sem votos”.

    A operação, segundo Marinho, teria sido “segurada” para que não atrapalhasse Bolsonaro na disputa do segundo turno da eleição. Os desdobramentos da Furna da Onça revelaram um suposto esquema de “rachadinha” na Alerj (Assembléia Legislativa do Rio) e atingiu Fabrício Queiroz, policial militar aposentado amigo de Jair Bolsonaro e ex-assessor de Flavio na Assembleia.

    O empresário Paulo Marinho, 68, foi um dos mais importantes e próximos apoiadores de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. Ele não apenas cedeu sua casa no Rio de Janeiro para a estrutura de campanha do então deputado federal, que ainda hoje chama de “capitão”, como foi candidato a suplente na chapa do filho dele, Flávio Bolsonaro, que concorria ao Senado.

    Flávio, por sua vez, diz que Marinho “preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão” e trocou a família Bolsonaro pelos governadores João Doria (PSDB), de São Paulo, e Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro. O ex-aliado de Bolsonaro é pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PSDB.

    Flávio também alega que Marinho tem interesse em lhe prejudicar, já que, em caso de algum impedimento do hoje senador, é o seu substituto na Casa.

    “Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás?”, escreveu Flávio.