Bolsonaro não mudará postura mesmo com aumento de mortes, diz Jaques Wagner

    'Pau que nasce torto morre torto’, afirmou o senador em entrevista nesta quinta-feira

    Foto: João Ramos/ Divulgação

    O senador Jaques Wagner (PT) afirmou desacreditar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mude de postura mesmo diante do agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil. O país já ocupa a quarta posição no ranking de mortes diárias em razão da Covid-19 —com 32.548 óbitos até agora, fica atrás apenas de EUA, Reino Unido e Itália.

    Na terça-feira (3), Bolsonaro disse lamentar as mortes, mas afirmou que esse “é o “destino de todo mundo”.

    A fala aconteceu após uma apoiadora pedir, na saída do Palácio da Alvorada, que ele enviasse uma mensagem de conforto às famílias em luto em consequência da doença.

    “Infelizmente, o presidente não vai mudar a sua postura. Como diz o ditado: ‘Pau que nasce torto morre torto’. O país enfrenta muitas dificuldades, e isso piora cada vez mais com o estilo dele. Mas, no Senado Federal, temos trabalhado para contornar a crise e conseguir resultados”, declarou Wagner na manhã desta quinta (4), em à rádio 100 FM, de Salvador.

    Além de minimizar o impacto do coronavírus, ao qual já se referiu como “uma gripezinha”, Bolsonaro tem mantido intenso embate com governadores e prefeitos por estes adotarem medidas de isolamento social, como recomendam as autoridades científicas e especialistas.

    Na entrevista, o ex-governador da Bahia também criticou a falta de apoio da esfera federal à população mais pobre, para quem, em sua avaliação, deveria ser destinada uma renda mínima.

    “Infelizmente, estamos indo novamente na contramão do mundo. Enquanto outros países já falam em renda mínima, buscam ações conjuntas para reduzir desigualdades, o Brasil vai se isolando com um governo focado em privatizações e em liquidar o nosso patrimônio”, disse.