Por 44 votos a 32, Senado aprova projeto que endurece combate às fake news
Com a aprovação, destaques começaram a ser votados; texto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados

Por maioria absoluta, com 44 votos a favor, 32 contra e duas abstenções, o Senado aprovou nesta terça-feira (30), o projeto que visa endurecer as medidas de combate às notícias falsas (PL 2630 de 2020), conhecido como PL das fake news. Com a aprovação, os destaques começaram a ser discutidos e votados. O texto agora segue para apreciação da Câmara dos Deputados.
O texto aprovado é um substitutivo do projeto de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), relatado pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), que também é presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a disseminação de notícias falsas. O projeto chegou a propor a cassação de mandatos, cinco anos de prisão para financiadores de fake news, multa de R$ 10 milhões e teve a votação adiada três vezes.
“No anonimato não sabemos com quem estamos debatendo e como nos defender. Minha principal preocupação foi vencer o anonimato irresponsável. Estamos criando aqui um mecanismo reverso, que vai alcançar que originou a mensagem, sem prejuízo à criptografia e as liberdades individuais”, comemorou Coronel, em pronunciamento durante a sessão remota do plenário.
Entre os principais pontos, a versão aprovada pelos senadores, prevê o recadastramento de chips pré-pagos, a proibição de disseminação de mensagens em massa e do uso de robôs sem identificação expressa para tal finalidade. O texto também restringe a atuação de autoridades em seus perfis nas redes sociais.
Após intensas negociações, governo, PSC e PSL orientaram as suas bancadas voto contrário à matéria. Podemos, PSDB, PL, PSB e Republicanos liberaram suas bancadas. Os demais partidos orientaram a favor do projeto.
Identificação
A ideia que se manteve como centro da proposta do senador foi a identificação das contas em redes sociais e aplicativos de mensagem para poder alcançar os autores de publicações ofensivas e falsas. Depois de ser pressionado por diversas entidades e empresas, ele recuou da ideia de exigir documentos oficiais para ter contas online.
Em relação ao direito das pessoas ao anonimato nas redes, o relatório traz as seguintes ressalvas: para o uso de nome social, da pseudonímia, e do “explícito ânimo humorístico ou de paródia”.
Multas: até 10% do faturamento
Coronel enxugou a parte criminal de seu relatório. Antes, o texto criava diversos tipos penais com fortes punições para ações, o que poderia abrir possibilidade de ampla interpretação pelo Judiciário. Na versão aprovada, as empresas poderão ser multadas em até 10% do faturamento no Brasil, do ano anterior. O texto também punia propaganda eleitoral, em versões anteriores, contudo, essa parte foi retirada da redação final.
Agora, só poderá ser pedido o documento em caso de pedido da Justiça, suspeita de irregularidades ou denúncia da conta. Já no caso dos chips pré-pagos, entretanto, a obrigação continua. Será preciso de RG e CPF. Esses dados ficarão com as telefônicas.
Assim, as empresas que usam o número de telefone para verificar cadastros em contas, como o WhatsApp e o Telegram, deverão suspender contas cujos os números vinculados sejam desativados.
A proposta prevê ainda que os provedores de redes sociais e os aplicativos de mensagens poderão solicitar dos usuários e responsáveis pelas contas – em caso de denúncias, de indícios de robotização, contas falsas ou de decisão judicial – que confirmem a identificação, inclusive por meio da apresentação de documento de identidade.
Apenas as empresas que tenham pelo menos 2 milhões de usuários no Brasil se enquadram nas novas regras. Os recursos obtidos com a aplicação dessas multas serão destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Mais notícias
-
Política19h10 de 06/01/2026
PL critica Moraes por manter Bolsonaro preso após queda na PF
Segundo o partido, Moraes mantém "encarcerado" um homem com a saúde "debilitada"
-
Política18h28 de 06/01/2026
Alcolumbre e Hugo Motta não irão à solenidade de 8 de janeiro
O evento promovido pela Presidência da República contará com ministros do governo
-
Política17h50 de 06/01/2026
Alan Sanches critica governo da Bahia por atraso de salários na saúde
A denúncia mais recente vem do Hospital Regional Prado Valadares (HGPV), em Jequié
-
Política17h45 de 06/01/2026
Lewandowski e Haddad deixarão o governo Lula, diz colunista
O presidente Lula já tem o conhecimento das saídas dos ministros
-
Política17h11 de 06/01/2026
Nikolas chama Moraes de ‘psicopata’ após ministro negar ida de Bolsonaro a hospital
A manifestação foi feita por meio do perfil oficial do parlamentar na rede social X (antigo Twitter)
-
Política16h54 de 06/01/2026
Partidos e entidades de esquerda anunciam ato em defesa da Venezuela
A decisão foi tomada em reunião virtual realizada no último domingo (4)
-
Política16h27 de 06/01/2026
Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para hospital
O ministro determinou ainda que a defesa apresente ao STF o laudo médico elaborado
-
Política16h13 de 06/01/2026
Jerônimo fixa março como prazo para definir chapa governista
De acordo com o governador, a montagem das chapas proporcionais ocorre sem crise
-
Política15h26 de 06/01/2026
Saiba quem foi o vereador mais produtivo na Câmara de Salvador em 2025
Segundo o levantamento, a parlamentar registrou 148 atividades parlamentares
-
Política15h10 de 06/01/2026
Michelle diz que Bolsonaro fará novos exames após queda na PF
A informação foi divulgada nas redes sociais, nesta terça-feira (6)











