2 de Julho igual ao de sempre não tem. O de 2020 é exceção

    Neste ano, só online. É assim que a Covid determina

    Foto: Bruno Concha/Secom/prefeitura de Salvador
    Foto: Bruno Concha/Secom/prefeitura de Salvador

     

    Se é que a democracia é o melhor caminho para a harmonização da convivência social, com a diminuição das desigualdades e o pleno respeito pela diversidade de pensar, de credo e congêneres, convenhamos, quem conhece o 2 de Julho de perto vê um embrião disso.

    Dizem que é a mais popular das nossas festas cívicas. O fato é que o povo mergulha nela de corpo inteiro e alma lavada, externando os seus pontos de vista, seja lá qual for a opção de gênero, credo e ideologia, todos recebendo algumas palmas e muitas vaias, com o tempero de bandas e fanfarras, tudo aos pés do caboclo.

    Desfile online

    Esse é o grande charme da festa e é óbvio que não é um vírus que vai matar algo de tão bom, apenas tira essa banda de cena este ano. Por isso, hoje é um dia histórico no histórico das celebrações do 2 de Julho.

    É evidente que a data terá as reverências à altura da sua importância, mas com as recomendações que a situação requer, solenidades oficiais restritas e muitas rememorações via online.

    A missa do Te Deum, sempre celebrada na véspera, na Igreja do Rosário, em Cachoeira, abrindo oficialmente as comemorações, assim já foi ontem.

    Hoje, a Academia de Ciências da Bahia, o Instituto do Patrimônio Geográfico e Histórico da Bahia, o patrono da festa, a Fundação Gregório de Matos e faculdades avulsas farão vasta programação online também como nunca visto.

    Coisas da Covid, que atingiu em cheio toda a cadeia de cultura popular.