Duzentos demitidos ficam sem nada em plena pandemia

    "Só não estamos abandonados porque estamos vivendo de doações. É muito triste"

    Duzentos trabalhadores da Maricultura Valença, empresa do grupo MPE, do Rio, estão acampados na porta da empresa, na estrada do Guaibim, literalmente entregues à própria sorte.

    Eles foram demitidos em fevereiro, e a empresa acertou pagar R$ 1 mil a cada por mês. Dia 30 de junho entrou com pedido de recuperação judicial, deu o golpe. Não paga nada. Na conta da indenização também estava o FGTS, que a empresa nunca recolheu, e a cesta básica. Por causa disso, eles não podem pedir o auxílio emergencial.

    Jaciane dos Santos, mãe de duas filhas, é um deles:

    – Só não estamos abandonados porque estamos vivendo de doações. É muito triste.