Governo estuda reduzir alíquota de IR para até 23% e acabar com deduções médicas

    Remoção de benefício renderia R$ 15 bi e permitiria corte em percentuais, diz ministério

    Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
    Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

     

    O governo estuda reduzir a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física de 27,5%, atualmente a maior na tabela da Receita. Os números finais ainda foram calculados, mas técnicos citam percentuais entre 23% e 25%, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

    De acordo com a publicação, a redução seria compensada por outra medida em análise desde o ano passado, o corte de deduções médicas feitas pelas pessoas físicas nas declarações anuais de ajuste do IR.

    Estudo do Ministério da Economia, ainda segundo a Folha, aponta que as deduções representam o valor mais expressivo —R$ 15,1 bilhões ao ano— dentre os chamados gastos tributários do governo com saúde. Isso representa quase um terço dos subsídios na área.

    Na avaliação de técnicos, o benefício precisa ser revisto por contemplar classes mais altas da população. O diagnóstico é que a dedução é usada de forma concentrada pelos 20% mais ricos da sociedade.

    Uma simulação indica que, com o corte nas deduções médicas, seria possível reduzir também as demais alíquotas.

    Enquanto o patamar máximo seria de aproximadamente 25%, a primeira faixa recuaria de 7,5% para 6,9%, por exemplo.