Kassio Nunes teve escritório ligado a ele alvo do TCU por contrato com gestão petista

    Desembargador se desligou do escritório no mesmo ano da apuração da corte

    Foto: Divulgação/TRF1

    O desembargador Kassio Nunes, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), teve um escritório de advocacia ligado a ele alvo de apuração de irregularidades por parte do Tribunal de Contas da União (TCU).

    De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a contratação do escritório para prestar serviços à antiga Companhia Energética do Piauí (Cepisa), motivou abertura de uma apuração o TCU. Os auditores da corte apontaram irregularidades por falta de licitação.

    Segundo a publicação, no relatório do TCU, na época comandado pelo ministro Raimundo Carreiro, pelo menos cinco contratos sem licitação foram firmados entre o escritório Marques, Carvalho & Araújo Advogados, nome fantasia para a Lex Advocacia, e a Cepisa.

    O caso ocorreu em 2011 e foi analisado pelo TCU, referente a contratações firmadas na gestão do governador Wellington Dias (PT), um dos políticos fiadores da ascensão de Kassio nos tribunais. O desembargador se desligou do escritório no mesmo ano, ao tomar posse do Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1), nomeado pela então presidente Dilma Rousseff.

    Karine Nunes Marques, irmã de Kassio, hoje, é uma das sócias da Lex Advocacia, segundo a Folha.