Presidente da Anvisa nega postergar análise de vacina por questões políticas

    Antonio Barra disse que a origem da vacina não terá relevância na análise da agência

    Antonio Barra, diretor da Anvisa (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

    Embora a polêmica na última semana em torno da compra da vacina chinesa, Coronavac, contra a Covid-19, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, disse em entrevista ao jornal Folha de São Paulo na noite de quinta-feira (22) que a agência não irá postergar o aval a alguns imunizantes por causa de pressões do governo.

    “Isso está previsto no Código Penal em algum lugar. Se estamos concebendo a possibilidade de alguém daqui de dentro, intencionalmente, procrastinar, postergar ou realizar qualquer impedimento para que um medicamento salve vidas… Eu jamais vou poder cogitar isso. E, se eu tomar conhecimento, tomarei todas as medidas cabíveis”, disse.

    Barra disse ainda que a origem da vacina não terá relevância na análise da agência, que ocorre de forma técnica.

    No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro declarou em resposta a um apoiador em rede social que o governo não comprará a vacina chinesa, em referência à Coronavac, que está em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac e será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista. Bolsonaro disse não acreditar que a vacina transmita segurança “pela sua origem”.