Atividades turísticas faturam R$12,8 bi em setembro, afirma CNC

    Volume representa alta de 28% frente a agosto e melhor mês durante pandemia; refeições fora de casa influenciaram resultado

    Foto: Agência Brasil

    Após cair ao pior nível de vendas da história em abril, atividades turísticas brasileiras faturaram R$ 12,8 bilhões em setembro, segundo o Índice Cielo de Vendas do Turismo da CNC (ICV-Tur-CNC). com alta de 28% frente a agosto, trata-se do melhor mês do setor durante a pandemia segundo este indicador, que é medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

    Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, “a partir de maio, o faturamento do setor passou por um processo de recuperação mês a mês, devido a inúmeros fatores, como o maior número de pessoas nas ruas, o aumento da confiança dos consumidores, além das estratégias digitais adotadas pelas empresas”. Em abril, pior mês para o setor, a receita atingiu apenas R$ 4,1 bilhões.

    Em setembro, o crescimento nas vendas foi puxado pelas atividades de Restaurantes e Similares (R$ 6,637 bilhões) e Hotéis e Similares (R$ 1,516 bilhão). “Isoladamente, o segmento de refeições fora de casa tem sido o maior entre as atividades turísticas pesquisadas”, completa Antonio Everton, economista responsável pelo ICV-Tur-CNC.

    Os números de setembro, contudo, ainda estão distantes do mesmo mês de 2019 (R$ 19,9 bilhões). Diretor do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, Alexandre Sampaio relatou que as empresas estão operando com um volume de vendas muito aquém das possibilidades de produção. “Os danos causados aos negócios pela pandemia colocam o setor como o mais afetado e, ao que tudo indica, o que levará mais tempo para se recuperar”, alertou.

    O enfraquecimento da economia em 2020, potencializado pela crise provocada pelo surto de covid-19, fez com que os preços no Turismo caíssem 5,8%, de janeiro a agosto. “A estagnação econômica neste período, sobretudo entre março e abril, fez com que os preços desabassem, produzindo deflação”, conclui Antonio Everton.