Bolsonaro e as urnas: o problema é mais do mensageiro que da mensagem

    A boa mensagem, para bater segura e confiável, prescinde de um bom mensageiro

    Foto: Alan Santos/ PR
    Foto: Alan Santos/ PR

     

    Um apoiador fiel de Bolsonaro, mas de linha mais ligth (à esquerda do gabinete do ódio), empolgadíssimo com a visita dele a Salvador para o Congresso da Assembleia de Deus, queixou-se da imprensa com relação à polêmica suscitada pelo ‘líder’ em relação às urnas eletrônicas. E indaga: elas são tão insuspeitas assim?

    Meu caro, ficamos com a tese de alguns políticos de que as tais urnas ficariam insuspeitas insuspeitíssimas se emitissem o recibo do voto, como qualquer maquininha de cartão. Você aperta o número, ela emite o número impresso que é posto numa urna ao lado. Qualquer dúvida, é só conferir.

    Como Trump

    O modelo, já cogitado na própria Justiça Eleitoral, seria bem mais caro. Mas na pauta bolsonarista, a questão é outra. A ciência política tem farta literatura sobre a questão da mensagem e o mensageiro. A boa mensagem, para bater segura e confiável, prescinde de um bom mensageiro. Que confiabilidade pode ter a mensagem de um presidente que vai ver o amigo dos EUA, Trump, e de lá sai com o mesmo discurso: os processo que os elegeram é suspeito, sem dar qualquer prova?

    É como Roberto Jefferson, dono do PTB, que na Bahia expurgou Benito Gama por ter apoiado Bruno Reis: preso da Lava Jato e pior, delator. A história mostra fins cruéis com traidores, como Judas, Silvério dos Reis e outros.

    Agora aparece dizendo que vai ajudar a salvar a Bahia de Rui Costa. A mensagem é pífia pela desqualificação do mensageiro.