As andanças de Bolsonaro na Costa do Descobrimento

    Se em 2018 Bolsonaro levou a facada, seria agora com um pé em 2022 que iria levar uma facãozada?

    Ainda pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro sempre teve um pé na Costa do Descobrimento. Lá atrás, era Magno Malta, então senador do Espírito Santo que é baiano de Macarani e foi cogitado para ser vice, não quis, perdeu a reeleição e caiu em desgraça. Hoje, é a médica Raíssa Soares, a que ganhou do Planalto um avião com cloroquina.

    Foi sob os ventos dos novos tempos que Bolsonaro desembarcou pouco depois das 13h de sexta-feira (19) em Porto Seguro. Foi recebido ao som da Filarmônica Lira de Belmonte, terra natal do prefeito eleito da Terra Máter, Jânio Natal (PL), que fez as honras da casa. Com Raíssa, futura secretária de Saúde ao lado, é claro.

    Facão e susto

    Nem saiu do aeroporto. Lá mesmo assinou a papelada das MPs que permite a renegociação de dívidas; não mais que meia hora depois embarcou num helicóptero rumo a Jacinto, norte de Minas, onde deu o start para recuperação da BR-367, que começa em Santa Cruz Cabrália vai até lá.

    Na volta, o helicóptero pousou de surpresa em Vera Cruz, povoado de Porto Seguro, longe do mar. Um homem com um facão na mão se aproximou; a segurança interveio.

    Mas deu o mote para a piada. Se em 2018 Bolsonaro levou a facada, seria agora com um pé em 2022 que iria levar uma facãozada? O homem do facão era só um trabalhador rural. Largou a ferramenta e foi tirar foto com Bolsonaro, que foi tomar cafezinho na casa de uma moradora.

    Sorte dele que Vera Cruz não é Juiz de Fora.